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segunda-feira, 20 de julho de 2015

‘O racismo não é uma doença. É um mal real’, diz cantora Ellen Oléria


Vencedora da primeira edição do reality “The Voice Brasil”, em 2013, a cantora Ellen Oléria prepara o projeto “Afrofuturista”, em que mistura ritmos tradicionais –samba, forró, carimbó, afoxé e maracatu– com linguagens como a do hip-hop e performances de jazz. As composições devem ser lançadas em disco previsto para o segundo semestre de 2015.

Seguindo carreira independente após gravar com a Universal –o disco pela grande gravadora era parte do prêmio do reality– Ellen falou à TV Folha na tarde desta sexta-feira (17) que “a sereia” do sucesso em uma gigante fonográfica “nunca cantou” para ela. “Sempre acreditei muito em sinais de economia sustentável, em trabalhar com parcerias.”

Na entrevista exibida nesta tarde, ela comentou a importância da passagem pelo programa em sua carreira, falou sobre os novos projetos artísticos –e a turnê pela Europa, que começa na segunda (20)– e se posicionou sobre os ataques racistas em redes sociais à população negra, como recentemente aconteceu com a jornalista Maria Júlia Coutinho, do “Jornal Nacional”.

“Acho que algumas pessoas patologizaram a violência. O racismo não é uma doença –se é, tem cura. Eu acho que é um mal que é real, que alguns entre nós insistem em negar”, afirmou a cantora, casada com uma mulher, sobre a intolerância. Ela diz já ter recebido ofensas semelhantes. “A coisa mais importante que a gente tinha que fazer era não falar sobre esses agressores.”

“Todo o nosso projeto de nação foi pautado em cima do especismo, do sexismo, misoginia e classismo. E fundamentalmente de racismo, isso é real e está no imaginário das pessoas”, comentou Oléria. “Só que eu estudei os mesmos livros de história que essa galera.”

Assista:


Fonte: GeledésFolhaUOL.

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