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quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Polícia rejeita pedido para criar delegacia só para racismo


O diretor-geral da Polícia Civil do Distrito Federal, Jorge Xavier, descartou, por enquanto, a possibilidade de criar uma delegacia especializada para crimes raciais no DF. A medida foi defendida pelo secretário da Promoção da Igualdade Racial, Viridiano Custódio, durante reunião com o diretor realizada ontem. Para o secretário, as delegacias do DF não estão preparadas para receber denúncias do tipo, enquadrando muitos crimes raciais como calúnia ou difamação.

Segundo Xavier, a Civil não tem, atualmente, efetivo suficiente para criar uma delegacia exclusiva. O diretor diz que trabalha com um déficit de 600 profissionais, entre delegados, agentes, escrivães, papiloscopistas e médicos legistas. "Há dois concursos em andamento com 1,2 mil vagas, mas os servidores só tomarão posse em maio. Quando tivermos um efetivo mais equilibrado, podemos pensar em uma unidade exclusiva", justificou.

A solução temporária apresentada pelo diretor da Civil foi a criaçaõ de divisões especializadas no atendimento a crimes raciais dentro de quatro delegaciais já existentes: 5° DP ( Asa Norte), 24° DP (Ceilândia), 31° DP (Planaltina) e 33° DP (Santa Maria). A ideia será apresentada ao governador Agnelo Queiroz na próxima semana e, se aprovada, poderia começar a funcionar no dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra. "É um avanço, mas não é o ideal", lamentou Custódio após a reunião.

No ano passado, 402 ocorrências de crimes raciais foram registradas no DF. O Plano Piloto é a área do DF com maior número de casos, seguido por Ceilândia. 

Fonte: Destak Jornal.

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