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terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Roda de Conversa de Homens Negros | Tema: "Combate a objetificação da Mulher Negra"


Desde que os povos africanos foram traficados para o Brasil, as mulheres negras tiveram um papel de extrema importância na resistência negra.
No papel de mães, trabalhadoras, escritoras, espiãs, generais e líderes de comunidade elas foram parte indispensável na luta por direitos e por liberdade.

Durante a história do negro no Brasil a mulher negra fez de tudo um pouco. Mesmo assim, o racismo e o machismo tentam reduzir a mulher negra a objeto sexual e ferramenta de trabalho. Toda vez que um homem negro coopera com isso, ele está cooperando com a objetificação das suas mães, suas irmãs, suas filhas, suas companheiras e suas amigas.

Se precisamos combater o racismo em todas as frentes, o homem negro precisa refletir sobre o que oprime a mulher negra para que ambos se fortaleçam.

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Nelson Inocencio tem a trajetória marcada pela luta contra o preconceito

O professor da UnB é um dos expoentes que ajudaram a dar forma ao movimento negro na capital

 
''A arte pode ser transformadora, se ela tem intenção. Eu me comprometi com a arte de modo que o meu trabalho fosse engajado'', aponta (foto: Ana Rayssa/CB/D.A Press) “Ser e tornar-se negro é ter a dimensão política do que é ser uma pessoa negra no mundo. Não é só a diferença de melanina.” Essa é a visão de Nelson Fernando Inocencio da Silva, 58 anos, professor do Departamento de Artes da Universidade de Brasília (UnB). Filho de pais cariocas que vieram para o centro do país transferidos, Inocencio é um dos brasilienses que ajudaram a dar forma ao movimento negro na capital.

Com 17 anos, começou a participar de grupos que buscavam construir uma identidade negra no Distrito Federal. Por meio da arte, encontrou seu jeito de contribuir. “Eu entrei na universidade já com uma formação política, que o ativismo me deu”, relata. Como calouro, em 1980, Inocencio lamentava o fato de ser uma das poucas pessoas negras do ambiente.

“Era tão rara a presença de estudantes afrobrasileiros que, às vezes, vinham falar comigo em inglês ou francês, achando que eu era aluno do convênio do Brasil com os países africanos”, lembra. Para ele, ser o único negro em um local não era motivo de orgulho — como ouviu de muitas pessoas. “Isso não era algo para ser celebrado”, diz.

Esse cenário mudou, quando comparado com 40 anos atrás. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), pela primeira vez, a população que se declara preta ou parda passou a representar mais da metade (50,3%) dos alunos de ensino superior da rede pública. “A paisagem do câmpus tem sofrido uma mudança. Ainda não é radical, mas é importante”, opina.

Como professor da UnB desde 1995, ele duvida da estatística. “É uma presença mais significativa do que no passado, mas não é majoritária.” E chama a atenção para o baixo número de professores negros. “É ainda mais diminuto na carreira docente. Nós não chegamos a 5% do total, talvez nem a 3%”, calcula.
 
Tabu
 
Uma das principais vitórias da luta contra o preconceito no Brasil, segundo Inocencio, é poder colocar o racismo em pauta como um dos temas de importância nacional. Para ele, houve um “adensamento” do debate, mas ainda é um tabu. “Sou de uma época em que o mito da democracia racial era algo muito forte no Brasil. Com muita dificuldade, se admitia o preconceito racial”, comenta.

No fim da década de 1970, em pleno regime militar, ele ingressou na vida ativista. “Nós ousamos falar de racismo quando o assunto era tratado como subversão. Fizemos um trabalho corajoso.” Na época, a questão racial não era preocupação das organizações. “Mesmo as mais avançadas não tinham convicção de que o racismo era um fenômeno extremamente danoso. Era quase um monólogo, poucas ouviam”, ressalta.

De lá para cá, a luta das entidades ganhou maior espaço. Mas Inocencio alerta: “Lutar contra o racismo não pode ser um compromisso só do movimento negro. Não fomos nós que inventamos o problema. O compromisso é da sociedade”. Na avaliação do educador, autor de três livros sobre o tema, a conjuntura política e social não é favorável para os movimentos sociais. “Estamos vivendo um retrocesso intenso, mas não vamos esmorecer. É um absurdo que um país como o Brasil, com a segunda maior população negra do mundo, a trate da forma como vem tratando”, critica.
 
“Artivismo”
 
Publicitário por formação, Nelson Inocencio sempre teve aptidão pelas artes. Foi o medo do curso de educação artística acabar que o fez pedir transferência para comunicação social, área em que também fez mestrado. Segundo ele, a parte midiática da luta é fundamental, porque há um vício histórico da sociedade brasileira de “sobrerrepresentação de brancos e uma subrepresentação de negros e indígenas”. É equivocado, contudo, na opinião do doutor em artes, dizer que o negro nunca foi representado. “A representação sempre existiu, mas sempre tendeu para o lado negativo: como caricatura, exótica e risível. Era a desumanização e não o reconhecimento”, argumenta.

Apesar de reconhecer a importância estratégica da comunicação para ampliar o debate racial, é pela arte que Inocencio mais manifesta seu ativismo — o qual resume como “artivismo”. “A arte pode ser transformadora, se ela tem intenção. Eu me comprometi com a arte de modo que o meu trabalho fosse engajado”, explica.

A arte tem a capacidade de sensibilizar, e essa é uma das funções da militância negra, de acordo com Inocencio. “Quando eu digo sensibilizar, falo de agir. O sentimento tem que se transformar em alguma coisa”, esclarece. Ele acrescenta que a sensibilização para transformar é tanto do negro em relação à sua consciência quanto dos outros membros da sociedade quanto à questão racial. “Todos nós precisamos nos responsabilizar, se a gente quer uma sociedade verdadeiramente democrática.”

Especial
Para marcar o Mês da Consciência Negra, a série Histórias de consciência é publicada ao longo de novembro e presta homenagem a mulheres e homens negros que ajudam a construir uma Brasília justa, tolerante e plural. Todos os perfis deste especial e outras matérias sobre o tema podem ser lidos no site: www.correiobraziliense.com.br/historiasdeconsciencia

terça-feira, 26 de novembro de 2019

Por uma noção de imortalidade afrikana


A percepção da imortalidade é um conceito fundamental para pensarmos como se distingue a perspectiva cultural ocidental e a Yorubá. Cabe pensar em que ambas pensam no sentido de continuidade da vida, mas os termos diferenciam em absoluto.

Quando pensamos a busca pela imortalidade, baseada na perspectiva europeia, as histórias fazem alusão ao “fonte eterna da juventude”, ou ao “elixir da vida”, o que denota uma ideia de imutabilidade da condição material. O conceito de imortalidade está fixado a esta vivência, ao qual não sofrerá as intempéries do tempo. Ou seja, a imortalidade dessa vida só vale se ela for gozada na melhor etapa, que seria a juventude, na primazia do corpo e das sensações. O corpo, assim, é o elemento que permite amplificar as sensações, fazendo assim, dessa experiência algo rico e cheio, completo. Seria uma tentativa de ter a experiência divina a não finitude, da semelhança a experiência do que seria D’us. No entanto, nada evoca mais a morte do que a ausência de ciclos. A reflexão sobre a imortalidade em um único contexto de vida não concebe a perspectiva cíclica das emoções e situações, percebendo que não há situações infinitas, assim como inovações. Sendo assim, o que cabe aí a ideia de legado, de herança não-material? Qual a preocupação com o entorno se a finitude não é uma preocupação? Nessa questão cabe a tão propalada “vida eterna”.. O que é o mundo, senão apenas um ponto de passagem?


No fundo, é uma ideia que teme a morte, que teme o fim, mesmo esse baseado numa condição cristã inalterável. A perspectiva da imortalidade no conceito europeu, seja em vida ou na morte, parecem elementos estanques, apesar dos desdobramentos psicológicos que buscam mostrar.

Quando penso a imortalidade em termos afrikanos, do qual discorro com mais profundidade sobre a cultura Yorubá, a imortalidade é um conjunto de vidas e mortes, que se separam entre “inspiração e expiração”. A sua imortalidade contém a morte, porque ela é indissociável da vida. A morte, portanto, é uma outra etapa de um ciclo necessário para a vida, que se reifica em seus filhos. A imortalidade é o constante retorno por meio das novas vidas que nascem em sua família. Uma criança é sempre sagrada, porque é o retorno de uma avó, de um parente distante. É novo, mas é também velho pois já fazia parte. Neste sentido, pensar o amanhã, pensar a sua influência na sua família, nos seus filhos e no mundo, diz muito sobre o impacto que você quer ter pros ancestrais em retorno, mas também pra você ao voltar ao plano da vida. Como não pensar em melhorar as suas condições, em se tornar uma melhor pessoa ou não ter preocupação com as condições climáticas ou possibilidades alimentares do futuro?
 
O conceito do sagrado, do que seria o Divino, não está na vida eterna e jovial, mas no bom funcionamento do ciclo e no cumprimento do seu destino consigo e com os outros nesse plano. Como não são mundos estanques, sem contato, os ancestrais têm a função de aconselhar na melhor ação desse ciclo dos seus descendentes. Sendo assim, para que temer a morte? Se teme mais a falta de filhos, que é a quebra desse elo.

Envelhecer e ver as sementes que se tornaram árvores e permitiram que o elo não tivesse fim. Uma noção de equilíbrio e sob as regras naturais que se abatem tanto sobre a mosca, como sobre o elefante.

Foto retirada da comunidade “Black Family Reunion”, do facebook.

São apenas algumas reflexões baseadas em algumas poucas leituras, alguns princípios e os desejos culturais manifestos que se mostram nas falas, expressões e objetivos. Cada civilização aponta para aonde quer seguir. Certos desejos e objetivos irão apontar para as estrelas, para a Lua e planetas desconhecidos como opção de vivência, baseada na conjectura de Terra acabada. A Terra tem seu tempo, que no nosso, é imortal. As perspectivas de nossas imortalidades, enquanto povos, enquanto humanos, também evidenciam qual será o nosso destino. Espero que o Sagrado, em sua forma cíclica e natural, prevaleça pelo desejo do elixir e das sensações em desespero da eterna juventude. São dos retornos que estamos falando, e da qualidade dessas novas vidas que está em jogo.


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Por: Tago Elewa Dahoma (Thiago Soares), em 08 de novembro de 2019.
  

papiroindomito "Uma espada que ao mesmo tempo tem o gume cortante e se enferruja". O dizer de si sempre é o rescaldo das nossas impressões nas outras pessoas. Ora tranquilo, ora gélido, ora paisagem nas suas diversas estações do ano...
 

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Negros são maioria nas universidades públicas do Brasil pela primeira vez

Pesquisa do IBGE afirma que mudança é reflexo de políticas públicas que proporcionaram o acessos da população preta e parda na rede de ensino. Recém-formada critica falta de docentes negros nos cursos
 
João da Silva cuja foto em um ato pela educação no Rio de Janeiro viralizou em maio.
BEATRIZ MOTA

O número de matrículas de estudantes negros e pardos nas universidades e faculdades públicas no Brasil ultrapassou, pela primeira vez, o de brancos. Em 2018, esse grupo passou a representar 50,3% dos estudantes do ensino superior da rede pública, segundo a pesquisa Desigualdades Sociais por Cor ou Raça no Brasil, publicada nesta quarta-feira pelo IBGE. Embora representem hoje mais da metade dos estudantes nas universidades federais, esse grupo ainda permanece sub-representado já que corresponde hoje a 55,8% da população brasileira.

O levantamento revela ainda que a população negra e parda está melhorando seus índices educacionais, tanto de acesso como permanência. O abandono escolar diminuiu de 30,8%, em 2016, para 28,8% em 2018. Entre a população preta ou parda de 18 a 24 anos que estudava, o percentual cursando ensino superior aumentou de 50,5%, em 2016, para 55,6% em 2018. Apesar do avanço, o percentual ficou bem abaixo do alcançado pelos brancos na mesma faixa etária, que é de 78,8%.

A melhoria dos índices educacionais dessa parcela da população na rede de ensino é, em parte, reflexo de políticas públicas, como o sistema de cotas, que proporcionaram o acesso e permanências da população preta e parda, segundo o IBGE. A Lei Federal de Cotas, sancionada em 2016, definiu que metade das matrículas nas universidades e institutos federais deveriam atender a critérios de cotas raciais.

Na avaliação do pesquisador Claudio Crespo, do IBGE, a melhora nos indicadores é relevante, mas como a desigualdade é histórica e estrutural, os avanços para a população preta ou parda só acontecem quando há mobilização social e políticas públicas direcionadas. "A intervenção de políticas públicas é um fator essencial para a redução dessa desigualdade. Onde há avanços percebidos, apesar da distâncias que ainda reside, são espaços em que houve intervenção de políticas públicas e também organização do movimento social para a conquista de uma sociedade mais igualitária, como as cotas para acesso ao nível superior", afirmou à agência Brasil.

Para a mestra em Direito Winnie Bueno, integrante da Rede de Ciberativistas Negras, o avanço do número de matrículas de negros na universidade é importante, mas é preciso pensar também em políticas de permanência para que esses jovens concluam o Ensino Superior. "Há uma série de outros desdobramentos, por políticas de permanência que não são aplicadas. É preciso olhar para esse dado com profundidade ou se chegará à conclusão que alcançamos o objetivo da política de cotas e que está tudo bem. E está bem longe de estar tudo bem", afirma Bueno.
 
 
Tamires Costa com os pais no dia da formatura do curso de psicologia.

Segundo o IBGE, também houve aumento de matrículas de estudantes negros nas universidades privadas, reflexo de programas como o Programa Universidade para Todos (Prouni), que concede bolsas de estudos parciais e integrais a estudantes de baixa renda. O percentual de vagas ocupadas por essa parcela da população nas instituições privadas avançou de 43,2% em 2016 para 46,6% em 2018.
"Achava que a universidade não era para mim"

Recém-formada em psicologia, Tamires Costa, negra, de 25 anos, foi a primeira da família a entrar em uma universidade. Filha de uma mãe analfabeta e de um pai que teve a chance de estudar apenas até a 3ª série, ela sempre recebeu incentivo familiar para prosseguir os estudos após terminar o ensino médio em uma escola pública. "Eu ficava receosa porque achava que a universidade não era para mim. Tinha a sensação que era elitizado, que era só para quem tinha dinheiro", diz.

Essa desconfiança fez com que Tamires, apesar de ter realizado a prova do Enem, logo que terminou o ensino médio, adiasse a entrada na universidade. Dois anos depois, tentou outra vez a prova e conseguiu uma nota de corte que possibilitou o ingresso dela em uma faculdade privada de São Paulo com uma bolsa do Prouni, que cobria metade da mensalidade do curso de psicologia. A outra metade ela pagava com quase todo o salário que recebia como auxiliar administrativa de uma empresa de pesquisa.

Em 2016, no entanto, Tamires entrou para a fila do desemprego no país. Impossibilitada de pagar a mensalidade, chegou a pensar em deixar o curso. "Foi o maior pesadelo, fiquei um ano desempregada, acumulando uma dívida de 8.000 reais. Mas minha mãe não deixou que eu desistisse e conseguiu pegar um empréstimo para quitar as mensalidades atrasadas. Só assim, consegui finalizar o curso. Foi a maior vitória, ela que nunca teve uma oportunidade como essa foi a pessoa que mais me apoiou", explica.

Apesar dos números apontarem para uma participação maior dos negros nas salas de aulas das universidades, Tamires, que chegou a participar de um coletivo negro, acredita que o ambiente acadêmico ainda tem um padrão branco. "Não tive nenhuma referência de docentes negros enquanto estava na graduação", revela.

Atualmente, a agora psicóloga, é funcionária com carteira assinada de uma editora que produz produtos de psicologia. "Estou muito feliz porque depois de todo o esforço, eu vejo que valeu a pena. No último ano da faculdade, como o futuro é incerto, você fica com muitas dúvidas". "Quando uma criança negra vê que alguém com cabelo na régua, que veio da favela, que fala e anda do mesmo jeito que ele entrou numa universidade, você está mostrando pra essa criança que ele também pode e deve entrar lá", disse ao EL PAÍS João da Silva, cuja foto em um ato pela educação no Rio viralizou em maio. Assim como Tamires, João foi o primeiro da família a entrar na universidade.

Os próximos desafios enfrentados por Tamires devem ser dentro do mercado de trabalho. O levantamento publicado nesta quarta-feira revelou que as mulheres pretas ou pardas continuam na base da desigualdade de renda no Brasil. No ano passado, elas receberam, em média, menos da metade dos salários dos homens brancos (44,4%), que ocupam o topo da escala de remuneração no país.

terça-feira, 27 de agosto de 2019

segunda-feira, 29 de julho de 2019

Maitê Lourenço – Se permita


Conversamos com Maitê Lourenço, fundadora e CEO da BlackRocks Startups.

Maitê conta como se permitiu a ingressar no empreendedorismo criando uma empresa que potencializa empreendedores negras e negros que atuam no universo tecnológico

Confira:



Conheça a BlackRocks Startups

sexta-feira, 26 de julho de 2019

Roda de conversa de Homens Negros - Tem: Afrofuturismo (31/07)


Nós, Homens Negros, estamos desmontando a forma imposta pelo regime colonial - patriarcal - de estar no mundo através de encontros entre nós. Este é um dos objetivos da roda de conversa de Homens Negros de Brasília.

Recorremos aos que vieram antes de nós e a toda produção que diz o que é ser um homem negro na diáspora. Recorremos as nossas histórias, ao corpo que fala na entrada de um shopping e aos ensinamentos de nossas mães. Precisamos entender a formatação de uma sociedade anti-negra que normatiza corpos aprisionados, mortos e animalizados e com isso entendermos o que NÃO É SER UM HOMEM NEGRO. Precisamos reconfigurar palavras como Djonga fez com a palavra "Ladrão". Precisamos reconfigurar o amor como fez Mano Brown quando lançou Boogie Naipe.

No processo de construção e reavaliação de práticas hegemônicas acabamos fazendo um movimento de ir e vir, pensar e repensar em nossa condição e nas condições impostas ao nosso povo: o alto índice de corpos negros mortos, o extermínio direcionado a juventude negra e o genocídio do povo preto. A saída da escola para ajudar em casa pelas crianças e adolescentes negros. O sub-emprego e as atualizações do sistema político. Tudo, absolutamente tudo fala conosco e nos da direcionamentos na construção de um futuro melhor.

O conceito de Sankofa nos ensina a olhar pra trás e construir um futuro caminhando pra frente. Refazer as lógicas anterior ao tráfico do trans Atlântico é vida pra cada um de nós.

Em nossa última roda falamos sobre ancestralidade e nessa tomamos o desafio de conversar sobre AFROFUTURISMO . Projetar sonhos embasados na nossa história, pensar em tecnologias que nos religue para além do conceito de religião. Continuar...

Na tentativa de pistas endurecidas transcrevemos literalmente o escritor Fábio Kabral que nos auxiliará neste pensar.

"Para o afrofuturista, é importantíssimo resgatar esse vínculo com a sabedoria ancestral das nossas anciãs e anciãos da aldeia."
E ainda:
"(...)o desejo de ter como referência seus ancestrais africanos, o estudo das concepções filosóficas e culturais elaboradas pelos nossos, e não pelo outro, todo esse movimento em transformar o presente, recriar o passado e projetar um novo futuro através da nossa própria ótica é, para mim, a própria definição de Afrofuturismo." (Kabral, 2016)

Serviço: Roda de Conversa de Homens Negros
Data: 31 de Julho de 2019
Horário: 19:30
Local: Simbaz - Culinária Afro e Bar
412 sul - Bloco D, loja 15


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Fontes e referências:

"[Afrofuturismo] O futuro é negro - o passado e o presente também" de Fábio Cabral, retirado do link: https://medium.com/@ka_bral/afrofuturismo-o-futuro-é-negro-o-passado-e-o-presente-também-8f0594d325d8

Álbum "Mothership connection" - 1975- De Parliament

"O corpo como filosofia - Sentir, pensar e agir em Maat" , retirado do site Rekhet (https://rekhetyoga.wixsite.com/rekhet )

"Afrofuturismo: fantasia, tecnologia e ancestralidade" retirado de Revista Cult (https://revistacult.uol.com.br/home/afrofuturismo-tecnologia-ancestralidade/#.XTeEjAZK5Zo.whatsapp)

"A escrita em primeira pessoa de Octavia Butler" retirado de Revista Cult ( https://revistacult.uol.com.br/home/octavia-butler-kindred-lacos-de-sangue/#.XTeFFCE7vvE.whatsapp )