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terça-feira, 21 de janeiro de 2020

Nath finanças e o escárnio dos privilegiados: Por que uma jovem mulher negra falando sobre finanças incomoda tanto?

 
Crise internacional, Brasil em clima de ansiedade pelos passos do governo federal e lógico, o racismo não dando descanso para ninguém. Nath Rodrigues do Rio de Janeiro, está no sétimo período da Faculdade de Administração e utiliza suas redes sociais como espaço para compartilhar informações sobre finanças e meios de sobrevivência nessa sociedade capitalista para pessoas de baixa renda. 
 
No seu canal no Youtube, Nath Finanças, ela compartilha informações sobre educação financeira, dicas sobre bancos e como não se endividar. Algo de grande importância dentro de um contexto que as crianças, adolescentes e jovens pobres, na sua grande maioria negros, não possuem nenhum acesso à educação financeira.

Por Ícaro Jorge, enviado para o Portal Geledés (Foto: Divulgação/Acervo Pessoal)
Em meio a tantos incômodos de uma política de Coachs, propagandas sobre “como ganhar o primeiro milhão” – vale lembrar da “Betina” – algumas pessoas se incomodaram com o fato de Nath publicar dicas sobre finanças e divulgar para as pessoas de baixa renda. Críticas, ironias, tweets soltos sobre o que Nath publica, ataques gratuitos, que não visava o compartilhamento de informações ou a discussão sobre veracidade daquilo que ela produzia, mas sim, ataques à própria youtuber. Ao analisar os perfis dos julgadores do twitter é possível observar: Os ataques não eram às informações que Nath prestava, mas sim, ao que a jovem é e representa. Uma jovem mulher negra falando sobre finanças.

A autora Lélia Gonzales aponta alguma das questões no texto “Racismo e sexismo na cultura brasileira” no trecho “Para nós o racismo se constitui como a sintomática que caracteriza a neurose cultural brasileira”, enxergando essa articulação com o sexismo brasileiro como mola propulsora de uma violência profunda nas mulheres negras. A youtuber no momento de elucidação sobre seu papel na sociedade enquanto alguém que compartilha informações importantes para um público constantemente negligenciado pelas empresas relacionadas a finanças estaria se colocando, devido a estrutura racial e de gênero num espaço de alvo para àqueles que entendem as mulheres negras como domesticáveis e insuficientemente capazes de produzir conhecimento. Ao mesmo modo, nas relações apresentadas, a forma como as pessoas que a julgaram se colocaram nas redes demonstraram uma forma de escárnio, piada, fruto do racismo recreativo que independente do local onde esteja e do contexto da discussão, encaminha as elucidações sobre o racismo para um campo do riso.

Um ponto que chama a atenção é que as pessoas que atacaram a Nath Rodrigues se auto intitulavam como pessoas de esquerda, com consciência de classe e entendimento sobre as relações de capital-trabalho estudadas por Marx e sobre a estrutura social brasileira. Mas isso não se desloca contra o fato, quando não há o entendimento de que a questão racial e de gênero também é uma questão que estrutura as relações de trabalho – ponto apresentado pela marxista Angela Davis – entende-se raça e gênero como setores identitários de uma escala econômica e social de sobrevivência. Segundo bell hooks, no livro “Não sou eu uma mulher” dentro de um contexto social, racista e sexista, a mulher negra é sempre colocada no espaço de força e resistência, mas nunca como potencial transformadora da história, a autora aponta “Elas ignoram a realidade de que ser forte perante opressão não é o mesmo que superar a opressão, que a sobrevivência não é para ser confundida com transformação”. E dessa forma, o racismo e o sexismo se engatinha de forma profunda mesmo naqueles(as) que enxerga as relações de classe, colocando à periferia as questões de raça e gênero.

Estratégias para o compartilhamento de conhecimentos são construídas diariamente por pessoas que se encontram em territórios e locais de fala silenciados. Mulheres negras e homens negros se localizam nos locais, de muita das vezes, compartilhar conhecimento para àqueles que parecidos com eles, não estiveram próximo de enxergar as questões apontadas, isso é fruto da cultura dos quilombos, igualmente, a Angela Davis, no livro Mulheres, raça e classe aponta sobre a forma que as mulheres negras criaram estratégia para compartilhar ensinamentos com os seus nos quilombos. Já Marielle Franco, no livro A redução da favela a três letras: Uma análise da política de segurança pública do estado do Rio de Janeiro aponta que “Instrumentalizar os moradores, fortalecer a consciência de que a favela deve ser respeitada pelo poder público e pelos agentes de segurança é ampliar o acesso à cidadania.”. As duas evidenciam que informação é poder, e não há problema em ser compartilhadas, pelo contrário, é uma forma de transformação para fortalecer àqueles(as) que, por falta de oportunidades, não tiveram acesso a determinadas discussões ao longo de sua educação.

Para concluir, é importante afirmar que a atuação da youtuber ao se colocar como agente de transformação para fortalecer àquelas que não possuem conhecimento sobre finanças é necessária dentro de um contexto social e econômico do qual as mulheres e homens de baixa renda, grande maioria negros, não possuíram sequer acesso à educação econômica. (In) felizmente – se tivéssemos em outra conjuntura talvez não fossem necessárias – são a partir dessas intervenções de compartilhamento de informações que muita das pessoas que não tiveram acessos à certos tipos de conhecimento, aprendem e utilizam no seu dia-a-dia como forma de uma sobrevivência mais harmônica e tranquila. No mais, a relação de embate à atuação de Nath Rodrigues nada mais é do que a expressão da lógica do racismo e do sexismo imperando nas relações sociais, pois na avaliação daqueles que foram construídos a partir dos seus privilégios de raça e de gênero, uma jovem, mulher e negra não pode falar de finanças e economia.
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Ícaro Jorge, Bacharel Interdisciplinar em Humanidades na UFBA e estudante de Direito na UFBA (Twitter: @icarojorgee e Insta: @icarojorgesilva)

** Este artigo é de autoria de colaboradores ou articulistas do PORTAL GELEDÉS e não representa ideias ou opiniões do veículo. Portal Geledés oferece espaço para vozes diversas da esfera pública, garantindo assim a pluralidade do debate na sociedade.
 
Fonte: geledes

terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Orixá OXUM Animação: "Òpárá de Òsùn: quando tudo nasce"


O curta de animação “Òpárá de Òsùn: quando tudo cria" conta a história da Orixá das águas doces, que no Candomblé é Òsùn a deusa da fertilidade onde tudo cresce na força do Axé.

O processo de produção do curta-metragem de animação envolveu a comunidade Barroca, em Paulo Afonso, através de oficinas de contação de história de Orixá, oficinas de Stop Motion, entre outras técnicas de animação.

O roteiro foi elaborado de maneira participativa com o Terreiro de Candomblé Abassà da Deusa Oxum de Idjemim para homenagear a Òsùm Òpárá. Para a Yalorixá Idjemim, “esse pequeno filme é para tocar os corações das crianças, jovens e adultos, animando a todos, para respeitar e quebrar as amarras do preconceito. Orixá é vida, é alegria, é Axé que contagia.

A Òsún oferece o Axé da fertilidade na criação do mundo”, esclarece a mãe do terreiro. O cenário é vivido no sertão do Rio São Francisco, conhecido pelos povos Indígenas como Opará – rio que corre para o mar ou grande fio d´água, e que em yorubá significa, espaço de criação, onde tudo nasce.

Ainda no roteiro, no Sertão do Caatinga, onde a paisagem semiárida encobre a vida, surge a deusa da fertilidade, que faz brotar o verde da esperança e as águas do rio que alimenta vidas, Òsùm oferece ajuda para o nascimento do filho da humanidade e é na pureza de suas águas que a vida se transforma.

O Projeto é promovido pelo Àbassá da Deusa Osùn de Idjemim, financiado pelo Calendário de Artes da Secretaria de Cultura do Governo do Estado da Bahia. Sob a direção da cineasta Pâmela Peregrino e Produção de Alzeni Tomáz, o filme contou com a parceria do Instituto Acção e da SABEH – Sociedade Brasileira de Ecologia Humana.

Assista:


quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Nãnan - "Como Ser Artista e não refletir sobre a sua época?"


Vamos bater um papo sobre ser artista, usufruir das inspirações das Matrizes dos Povos Tradicionais - e não lutar pela preservação dessas fontes. Deixem seus recados e perguntas! Caminhos Abertos AfroBeijos! Assista:



Fonte: Nãnan Matos

terça-feira, 26 de novembro de 2019

Maternafro apresenta seus serviços de trancistas e estéticas negras para cabelos afros



Ingrith Calazans ou @Maternafro apresenta seus serviços de trancista, nos mais variados estilos: Rasta, Nagô, Twists, Dreads e entre outros. Atendimento para Brasília/DF e Entorno!
Agende seu horário, contato: (61) 99605 9731

Confira alguns vídeos de produção da @Maternafro disponíveis no youtube:

Óleo de coco, amor e fofura! Revitalização fácil para crianças e adulto.
Olá rede maternafro! No vídeo de hoje a Dandara conta como era feita a revitalização dos seus cachinhos com óleo de coco, paciência, carinho e fofura. Sem puxar ou pentear a seco, ein?!Assista:




Como tirar tranças boxbraids sem sofrimento!

Olá pretas e pretos. No vídeo de hoje vou ensinar como eu tiro as tranças boxbraids sem sofrimento e embaraço. Se liga nessa dica e se houver alguma dúvida é só me chamar.  Assista:


Para assistir mais vídeos acesse: MaternaFro

terça-feira, 19 de novembro de 2019

Documentário - Consciência Negra


Para celebrar o início do Mês da Cultura Africana, o documentário “Consciência Negra” traça um panorama da trajetória dos negros no Brasil. Grandes nomes do movimento negro no país repercutem a herança da escravidão e suas consequências no presente e no futuro do povo brasileiro. Assista:



Quer saber mais sobre o programa? Acesse: http://bit.ly/2PdB4aM

Entenda o que é CONSCIÊNCIA RACIAL - Canal Preto


Mês da consciência negra! No mês da Consciência Negra, Sueli Carneiro, filósofa, ativista e escritora, aponta a realidade da população negra, sobretudo às mulheres e os jovens. 
 
Fala sobre um cenário em que o racismo reforça o processo de inferiorização e estigmatização dessas pessoas. Sueli lembra ainda da importância do 20 de novembro para a população negra, que passa ter a possibilidade de conhecer e reconhecer seus heróis e sua história. 
 
Os processos da consciência racial, tocado por várias frente do movimento negro, tem como intenção a conservação da memória e do patrimônio dos negros no País. Assista:



Participante: Sueli Carneiro - Filósofa, escritora, ativista antirracismo do movimento social negro brasileiro e fundadora e atual diretora do Geledés — Instituto da Mulher Negra.

Fonte: Canal Preto

terça-feira, 12 de novembro de 2019

Vidas transformadas - Vilma de Souza



Nesta edição, a Revista Darcy conta a história de pessoas que tiveram as suas vidas transformadas pela universidade pública. Egressa do curso de História, Vilma de Souza aceitou a sua negritude durante passagem pela UnB. Assista:



Leia a matéria completa: http://revistadarcy.unb.br/edicao-n-23

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Jamilly 8 anos sofreu racismo e agressão na escola , teve o cabelo cortado por um grupo de crianças



Jamilly 8 anos sofreu racismo e agressão na escola , teve o cabelo cortado por um grupo de crianças. Assista:

RELATO DO RAPAZ Q AJUDOU JAMILLY 
👉 Jamilly, menina, preta, 8 anos de idade, mora na vila industrial _ zona leste da cidade de São Paulo, recentemente foi mais uma vitima da maldita doença social, o racismo e suas estruturas, essa semana ela foi cercada por um grupo de crianças e virou motivo de piada, chamaram ela de "fedida", "cabelo duro"...etc na sequência começaram a corta o cabelo dela dizendo que precisavam de bombril. (perversidade pura).

Intervir imediatamente e na sequência conversei com as crianças envolvidas, não adiantou, durante a conversa chegou o pai de uma delas e diz: "criança é criança, deixa elas brincar, essa coisa de racismo é da sua cabeça". Peguei Jamilly pelos braços, levei ate a mãe dela, dei algumas dicas, falei sobre o racismo estrutural...enfim esse fato me deixou bastante machucado.

Me comprometo fazer um lindo album fotográfico para Jamilly para ela não esquecer do quanto ela é linda e potente, assim contrapondo nas minhas possibilidades esta doença que tenta tirar a todo custo a autoestima e a dignidade da criança negra no Brasil.

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

O RACISMO de CADA DIA - Canal Preto



Na prática, o que você faz para ajudar no combate da discriminação racial? O Dia Internacional Contra a Discriminação Racial foi criado pela ONU - Organização das Nações Unidas - em memória a um ataque contra a população negra em Joanesburgo, na África do Sul, que deixou 186 pessoas feridas e 69 mortas. 
O massacre ocorreu em 21 de março 1960 durante um protesto pacífico contra a Lei do Passe, que obrigava os negros a portar um cartão que dizia os locais em que era permitida sua circulação. 
Pra que separar? Quem sente a discriminação diariamente - na pele - explica os impactos desse crime e também como faz para seguir em frente e fortalecer outras pessoas que passam por situações semelhantes. Quando o assunto é racismo, você combate ou você faz parte? 
Participantes: Maria Niedja, assistente social, técnica em enfermagem e modelo, Thamiris de Souza, modelo, Portela Açúcar, cantor; Márcia Short, cantora; Veko Araújo, performer, João Paulo, modelo; Cássia Vale, atriz, museóloga e escritora. 
Assista:



Fonte: Canal Preto

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Negros no mundo corporativo


A Gerente de Negócios Camila Ramos fala sobre sua experiência trabalhando em grandes empresas e como a política de diversidade não contempla todas as pessoas negras no corporativo. Assista:



Fonte: geledes

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Minha Quebrada: websérie lança nova temporada apresentando a periferia do DF

Foto: Andressa Anholete / Arquivo Max Maciel

Está no ar a terceira temporada da websérie Minha Quebrada, um programa de entrevistas feito dentro de um Opala 79, que circula pelas vias do Distrito Federal. Quem conduz o papo é o ativista Max Maciel, de Ceilândia, idealizador da série junto a uma equipe de jovens da periferia candanga.

No programa de abertura, Max traz para o Opala o convidado Verruga One em uma conversa sobre a cultura LowRider. O LowRider tem origem na periferia americana, em Estados que fazem divisa com o México, puxada por grupos de imigrantes que customizavam seus carros, geralmente modificando seu sistema de suspensão, deixando os veículos quase junto ao chão. O LowRider apresenta traços característicos bem parecidos com as quebradas brasileiras, até por isso tem seus focos nas periferias de cidades como São Paulo e Brasília. Verruga One será apresentado junto ao seu royal biker Club, um dos clubes mais atuantes no Brasil.

Em duas temporadas, o programa Minha Quebrada rodou nove cidades do Distrito Federal e entrevistou, dentro de um Opala 79, 16 jovens dessas regiões. A websérie vem resgatando histórias e memórias de lugares como Santa Maria, Recanto das Emas, Estrutural e Planaltina, entre outras. O objetivo é um só: divulgar iniciativas que transformam as periferias do Distrito Federal.

Confira abaixo o primeiro programa desta terceira temporada:
 

Fonte: midianinja

terça-feira, 22 de outubro de 2019

Angela Davis encontra Carmen Silva e Preta Ferreira


Em casa, Carmen Silva e Preta Ferreira receberam a Pantera Negra Angela Davis. A visita em casa aconteceu por que Carmen e Preta cumprem medida cautelar e estão proibidas pela Justiça de sair nos finais de semana. 
 
A filósofa Angela Davis visitou, neste domingo (20), a casa de Carmen Silva e sua filha, Preta Ferreira, em São Paulo. Ao chegar à residência, Davis anunciou: “Vim com uma questão, que é saber como posso ajudar", em solidariedade contra a injustiça sofrida pelas ativistas nos últimos meses. 
 
Desde junho de 2019, cinco integrantes do Movimento Sem Teto do Centro (MTSC) e outras 14 pessoas sofrem processo instaurado pelo Ministério Público que associa distintos movimentos sociais por moradia ao crime organizado, e os acusa de extorsão. A cantora e produtora cultural Preta Ferreira e seu irmão, Sidney Ferreira, passaram 109 dias encarcerados em razão da denúncia. Carmen Silva, coordenadora do MSTC, Liliane Ferreira, pastora evangélica e filha de Carmen, e Adriana Ferreira, nora de Carmen, também tiveram prisões decretadas no processo. Após intensa diligência dos advogados, os cinco obtiveram Habeas Corpus e irão responder ao processo em liberdade. A luta agora é para provar sua inocência. 
 
Angela Davis está no Brasil para três conferências intituladas “A liberdade é uma luta constante”, e tem se pronunciado publicamente sobre o encarceramento de Preta. A prisão política da cantora evidencia uma crescente perseguição contra movimentos sociais, e a luta pela liberdade de Preta e Carmen tornou-se símbolo da resistência em favor de trabalhadores de baixa renda que, à margem de políticas públicas, se organizam e, juntos, dedicam suas vidas à luta por direitos civis no Brasil. 
 
Davis tornou-se um dos nomes mais expressivos na luta por direitos humanos e ganhou projeção internacional naquele que seria considerado um dos mais importantes julgamentos do século XX e que a colocaria, ao mesmo tempo, na condição de ícone dos movimentos negro e feminista e na lista das dez pessoas mais procuradas pelo FBI. Em sua primeira passagem por São Paulo, fez questão de ir ao encontro de Preta e Carmen, proibidas de sair de casa aos finais de semana por medida cautelar, para ouvi-las e somar-se à sua luta por inocência. 
 
“Angela é da mesma época de luta que eu. Enquanto eu resistia aqui no Brasil, ela resistia nos EUA”, lembrou Carmem Ferreira. “No presídio, li 'Uma Autobiografia'. Pensava que se Angela passou por tudo isso, resistiu e tornou-se o que é, eu também tenho que resistir”, disse Preta, emocionada. Davis reforçou a importância de dar projeção ao caso. Participaram da visita as deputadas Erika Malunguinho e Isa Penna e também a cantora Maria Gadu, amiga pessoal da família. 
 
Aqui um pouquinho do que foi esse encontro incrivel e emocionante. Mais tarde publicaremos na íntegra. Assista:
 
 
Angela Davis fará conferência gratuita e aberta ao público na plateia externa do Auditório Ibirapuera, que tem capacidade para 15 mil pessoas. No dia 23, falará em mais uma conferência gratuita e aberta ao público no Cine Odeon, às 19 horas, na abertura do "Encontro de Cinema Negro Zózimo Bulbul: Brasil, África e outras diásporas”, o maior evento audiovisual destinado para obras e realizadores negros da América Latina. 
 
Sobre o Movimento Sem-Teto do Centro [MSTC] Fundado em 2000, reúne, hoje, mais de 300 famílias em cinco ocupações [Casarão, José Bonifácio, Nove de Julho, Rio Branco e São Francisco]. Em 2016, o Movimento foi selecionado pelo programa Minha Casa Minha Vida Entidades e o antigo Hotel Cambrige, uma de suas ocupações, foi transformado em prédio residencial para 120 famílias. É reconhecido nacional e internacionalmente como um importante polo de reivindicação cidadã e de promoção de direitos negados a uma parcela da população.
 

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

O ACARAJÉ é patrimônio do povo de CANDOMBLÉ! - Canal Preto


O acarajé é patrimônio do povo de candomblé! 
 
O tabuleiro das baianas de acarajé - comum na cidade de Salvador, na Bahia - é um dos espaços onde as mulheres negras dão vazão às suas produções e conseguem garantir o sustento de suas famílias. A tradição é passada de mãe para filha e já foi forma de subsidiar alforrias, na época da escravidão, e também o pagamento de obrigações na casa de santo. Nos tabuleiros, as comidas mais tradicionais são o Acarajé, oferecido a Iansã, e o Abará, oferenda a Xangô. 
 
O ofício já recebeu reconhecimentos importantes, como a instituição do Dia Nacional da Baiana de Acarajé - 25 de novembro. As baianas são consideradas, desde 2004, Patrimônio da Humanidade pelo Instituto do Patrimônio e Artístico Nacional (IPHAN) e foram reconhecidas também como Patrimônio Imaterial da Bahia e Patrimônio Cultural de Salvador, em 2012. Apesar disso, quem precisa sobreviver atualmente dessa renda ainda enfrenta dificuldades - desde a intolerância com as religiões de matriz africana, até a apropriação cultural, que garante a venda do acarajé de forma indiscriminada, sem levar em consideração à história e ancestralidade da profissão. Assista:
 
 
Participantes: Cotinha de Ogun, Yalorixá e Baiana de Acarajé 
 
Mais informações: www.almapreta.com/editorias/o-quilombo/tabuleiro-das-baianas-tatica-de-sobrevivencia-das-mulheres-negras-no-brasil

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Porta dos Fundos | ESCRITOR BRANCO


Depois de dominar o squash e o golfe, os brancos agora estão se arriscando também no mundo da escrita. Será que eles vão conseguir quebrar os paradigmas dessa comunidade que calça sapatênis enquanto toma cerveja artesanal no brunch do Country Clube?



ELENCO
  • Yuri Marçal
  • Gregório Duvivier
  • Fábio Porchat

MAKING OF: https://youtu.be/1eN9GJ-8gm8
TRADUÇÃO E LEGENDAGEM: Dispositiva Josniel Rodriguez

Esse é o canal Porta dos Fundos. Lançamos vídeos todas as segundas, quintas e sábados às 11h.

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

A VIOLÊNCIA contra religiões AFRO - Canal Preto


Ataques motivados por intolerância religiosa têm crescido de número no Brasil. Praticantes de religiões de matriz africana são os mais visados. Mas muitos dos que atacam nem conhecem o Candomblé.

A liberdade de crença é "inviolável", segundo a Constituição. Ainda assim, o Brasil registra uma denúncia de intolerância religiosa a cada 15 horas. Mas o número real é bem maior. Muitas vítimas, temendo represálias, não reportam os ataques às autoridades. O papel de todo mundo é denunciar qualquer tipo de preconceito.

Participantes: - Pastora Anglicana Lusmarina Garcia - Mãe Baiana de Oyá - Frei David dos Santos - Ordep Serra, professor e antropólogo pela Universidade Federal da Bahia - Babalorixá Rychelmy Veiga - Alessandro Santos

Assista:


Mais informações: https://www.brasil247.com/pt/247/fave... http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/no... https://www.correiobraziliense.com.br... https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeir... https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeir... https://davidmirandario.com.br/2018/0... https://g1.globo.com/ba/bahia/noticia... https://www.bbc.com/portuguese/brasil... https://www.youtube.com/watch?v=Qco-7...

Créditos: Juliano Bacelar - Diretor Dara Bandeira - redatora e apresentadora Caroline Moreira - Assessoria de Imprensa Ivan Mattos - Redes Sociais Marco Kalil - Dir. de Pós-produção Thais Lorene - Edição Dico Silva - Edição Karen Santos - Dir. de Arte Pablo Lobo - Dir. de Arte Lucas Ape - Gerente de Projetos

Fonte: Canal Preto

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

ISRAEL PAIXÃO - Rolé ft. Jezrrel Zy & Nenzin (Prod:Negu Sillas)


Brasília viva com cantores maravilhosos na Black Music mandando muito bem... Israel Paixão. Assista o Rolé:



Letra: 'ROLÉ' VAMO QUE VAM VAMO, PRO ROLÉ - 6x PEÇO AO MEU GUIA QUE GUIE ESSE MEU DIA, QUE TRAGA PAZ,ALEGRIA, SAÚDE,CONQUISTAS,IDEIAS E VIBE POSITIVA. MUITA FORÇA PRA SUBIDA, COMPANHIA PRA DESCIDA, OS MELHORES AMIGOS DO LADO, RISADA A REVERIA, POR LEMBRARMOS COISAS BOAS E CELEBRARMOS CONQUISTAS E NO ROLÉ APROVEITAR CADA MINUTO DO DIA. TANQUE CHEIO, RESERVA,JUNTAR, FAZER VAQUINHA, NÃO TAMO OSTENTANDO GRANA MAS OSTENTAMOS ALEGRIA. DA VIDA, QUE MUITAS VEZES SOFRIDA,MAS NÃO DÁ NADA, SE LIGA, MALANDRO QUE É MALANDRO SABE DAR A VOLTA POR CIMA. ROLÉ NA ÁREA,FIM DE SEMANA,LIGA OS DAS ANTIGAS, E DO MEU LADO SEMPRE A MELHOR COMPANHIA, VENTO FRESCO,AR PURO,TUDO CERTO SEM APUROS, BLUSA NO OMBRO BERMUDA E CHINELO VAMO COM TUDO. VENTO FRESCO,AR PURO,TUDO CERTO SEM APUROS, BLUSA NO OMBRO BERMUDA E CHINELO (Refrão) PRO ROLLÉ, VAMO Q VAMO Q VAMO NA FÉ PRO ROLÉ VAMO Q VAMO POIS ASSIM QUE É DE SKATE,DE NAVE,DE BIKE OU A PÉ REUNIR OS AMIGOS SÓ QUEM É, SÓ QUEM É VAMO SAIR POR AI ,DAR UM ROLÉ POR AI, DE CARA LIMPA,DE BEM COM A VIDA,O SOL CONVIDA A VER O DIA SORRIR. SEM FONES DE OUVIDO,SEM CONFLITO,SEM BARULHO, SEM VACILO, NADA PRA INTERFERIR O CANTO, TIPO ASSOBIO DOS PÁSSAROS QUE VOANDO ENFEITAM O CÉU AZULZIN ENQUANTO O TIME FREGUÊS AINDA INSISTE NO GOLZIN ESSE É O NOSSO PIÃO ESSE É O NOSSO ROLÉZIN, SEM NINGUÉM PRA IMPEDIR VER A CRIANÇA SORRIR. (Refrão) PRO ROLLÉ, VAMO Q VAMO Q VAMO NA FÉ PRO ROLÉ VAMO Q VAMO POIS ASSIM QUE É DE SKATE,DE NAVE,DE BIKE OU A PÉ REUNIR OS AMIGOS SÓ QUEM É SÓ QUEM É DEIXA O MENINO JOGAR E BRINCAR!É PRECISO, TER O DIREITO DE IR E VIR SEM Q SEJA IMPEDIDO, PELA COR,PELO BOLSO,PELO BAIRRO,PELO O ESTILO, NÃO TO PEDINDO DEMAIS PAPO RETO Q EU DIGO! UM ROLÉ PRA RELAXAR,APROVEITAR UM DIA LINDO, DESFRUTAR,SEM PONTO PRA BATER E CONTA PRA PAGAR, DIA DE BOAS NOTíCIAS E MUITA VOLTA PRA DAR, ENQUANTO O SOL NÃO SE PÕE VAMOQVAMO RAPÁ! COMO UMA BENÇÃO,É UMA JUNÇÃO DE ESTILO OVERDOSE E FÉ QUE DEUS ILUMINE MEUS PASSOS E O MEU ROLÊ SEJA AONDE ESTIVER COM DISCIPLINA,HUMILDADE E RESPEITO AONDE FOR QUE MEU CAMINHO SEJA FELIZ E O DESTINO SEJA AMOR 2013,RECEBI O CONVITE DO MEU MANO RIMADOR 2016,O ANO QUE A PROMESSA SE REALIZOU. JÁ SABIA QUE NÃO ERA DE ONTEM, E A UNIÃO SE CONCRETIZOU AÍ SIM EU DEU VALOR SAIBAMOS QUE UM SONHO É IMPORTANTE TEM O PODER DE MUDAR VIDA COMPARTILHADO COM QUEM AMA, REALIZADO EM CIMA DA BATIDA FLOW É COMO RESPIRAR A FÉ AUMENTA A CADA PASSO VIVENDO CADA MOMENTO SEM DAR MARGEM PRO CANSAÇO PASSAPORTE RUMO AO SUCESSO, NAS BATIDAS DO CORAÇÃO DEUS ABENÇOE NOSSAS VIDAS, OBRIGADO POR SER INSPIRAÇÃO CAMINHOS SE JUNTAM PELA AMIZADE ENTENDEU? AGORA EU ENTENDI A MISSÃO QUE ELE ME DEU!

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Racismo existe sim! | Papo Rápido







Ainda hoje algumas pessoas acreditam que racismo é algo raro no Brasil. O ex-árbitro e atual comentarista esportivo da RBS, Márcio Chagas da Silva, relata histórias de racismo que sofreu no futebol e na vida. Emicida, Fabio Porchat, João Vicente e Francisco Bosco comentam a história da escravidão no Brasil e como isso reflete no racismo nos dias de hoje. Assista:
 

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

UMA AULA SOBRE FILOSOFIA AFRICANA E MULHERISMO | PAPO DEPRETAS


por Gabi Oliveira,
Hoje trago a Katiuscia Ribeiro, doutrora em Filosofia Afriana, e a Aza Njeri, doutora Literatura Africana, para conversarmos sobre a importância do estudo das filosofias africanas e também para entendermos melhor sobre o Mulherismo Africana, que muitas pessoas me falaram que gostariam de conhecer melhor. As autoras mencionadas no vídeo são: Cleonora Hudson Nah Dove Katherine Bankole Marimba Ani Anin Urasse Ama Mizani Aza Njeri Katiucia Ribeiro

* No blog da Anin Urasse, intitulado Pensamento Mulherista, vocês também encontram vários textos sobre o assunto. https://pensamentosmulheristas.wordpr...