O blog AquilombandoDFE é um espaço destinado a construção de uma ponte que estabeleça um contato direto com seus expectadores, curiosos e afins, aonde vamos literalmente "aquimlombar", trocar informações, expor trabalhos artísticos e culturais e entre outros. Trata-se de um convite a socialização de Negros e Negra do DF e Entorno, e tem como propósito de proporcionar e promover à tod@s um Ponto de Encontro Central de Negros e Negras do DF e Entorno. Sejam Tod@s Bem Vind@s!
O casal criou uma vaquinha online para comprar uma KIombi
João Nogueira, 31 anos, e a ex-mulher, Thamara Cordeiro e os seus seis filhos - Reprodução/Facebook
Thamara Cordeiro, de 32 anos, e João Nogueira, de 31, fizeram história no Distrito Federal quando decidiram adotar seis irmãos inseparáveis. As crianças viviam em um abrigo ligado à Secretaria de Educação e tinham sonhavam em ir para a mesma casa. Eduarda, de 14 anos, Eduardo, de 12, as trigêmeas Ana Clara, Maria Luiza e Mariana de 10 Yasmin de 8 anos agora tem um lar.
João e Thamara estão divorciados desde 2016, ele agora namora a assistente social Árina Cynthia, de 29 anos, que faz parte da grande família. Uma vaquinha online foi criada para que eles possam comprar uma Kombi. “Antes tínhamos uma chevrolet SPIN que cabia 7 pessoas. Mas ela foi levada depois de alguns atrasos na parcela”, contou João.
“Mas agora estamos juntos e com a esperança de conseguir o valor da Kombi”, contou ao site "Razões Para Acreditar".
O governador Ibaneis Rocha assinou decreto formalizando a situação da capital federal. Ele avalia que são necessários R$ 10 milhões extras para combater o problema e cobra ajuda do governo federal. Pelo decreto, o governo pode contratar mais pessoas, comprar insumos e fazer campanha de conscientização.
Há 17 anos, Mauro Mateus dos Santos, 29, o Sabotage, foi morto com quatro tiros em uma rua da zona sul de São Paulo. O rapper foi encontrado caído na calçada após ser baleado 4 vezes, ele foi levado ao Hospital São Paulo, na zona sul, mas não resistiu e morreu às 11h25.
Simone e Simaria protagonizaram uma cena no mínimo controversa. Acusadas de racismo, as sertanejas se recusaram em pronunciar o nome da Iemanjá – orixá homenageada na música ‘Quero Ser Feliz Também’, do Natiruts.
As duas justificaram dizendo que não conheciam a letra da canção de sucesso. Tá bom. O assunto, claro, diz muito sobre o racismo religioso no Brasil. Candomblé e Umbanda são discriminadas de todas as formas.
Seja por meio do preconceito velado ou explícito – caso das dezenas de terreiros de culto aos orixás destruídos Brasil afora. A intolerância religiosa come solta no país.
A cada 15 horas, uma denúncia de intolerância religiosa é registrada, segundo levantamento do Ministério dos Direitos Humanos. Isso porque, constitucionalmente, o Estado brasileiro é laico há 120 anos.
Para refrescar a memória dos que insistem em pregar o desconhecimento, separamos 10 canções que homenageiam e exaltam a beleza dos orixás. Pela liberdade religiosa. Contra o racismo.
1- Mariene de Castro: Oxóssi/Citação: Ponto de Oxóssi
Mariene de Castro e os encantos de Oxum
Feita na Bahia, Mariene é um espetáculo. Como boa filha de Oxum, não poderia deixar de cantar para o senhor das matas e companheiro da dona das águas doces.
“Oxóssi reina de norte a sul Oxóssi, filho de Iemanjá Divindade do clã de Ogum É Ibualama, é Inlé Que Oxum levou pro rio E nasceu Logunedé Sua natureza é da Lua Na Lua Oxóssi é Odé Odé, Odé, Odé, Odé”
2- Maria Bethânia – As Ayabás
Bethânia, aqui do lado de Mãe Menininha do Gantois
Não dá para falar do Candomblé como força cultural sem citar o nome de Bethânia. A baiana iniciada por Mãe Menininha no Terreiro do Gantois, em Salvador, sempre fez questão de exaltar a potência das divindades africanas.
Nesta composição do irmão Caetano Veloso e do parceiro Gilberto Gil, Maria Bethânia destaca o poder da ayabás – orixás mães e rainhas.
Para Iansã:
“Iansã comanda os ventos
E a força dos elementos
Na ponta do seu florim”
Lá veio Obá:
“Obá – Não tem homem que enfrente Obá – A guerreira mais valente”
Se lembrou de Ewá:
“Euá, Euá
É uma moça cismada
Que se esconde na mata
E não tem medo de nada”
E, finalmente, Oxum:
“Oxum… Oxum…
Doce mãe dessa gente morena
Oxum… Oxum…
Água dourada, lagoa serena”
3- Mateus Aleluia – Cordeiro de Nanã
Com seus cabelos e roupas brancas cor de algodão. Contraste com a pele negra marcada pela passagem do tempo. Mateus nasceu em Cachoeira, no Recôncavo Baiano, mas pode ser visto passeando de chinelos pelas ruas apertadas de Salvador.
É do ex-membro de Os Tincoãs a bela ‘Cordeiro de Nanã’. Como o nome já adianta, a canção homenageia ela, que vem, parafraseando Mariene de Castro, no som das chuvas.
“Sou de Nanã, euá, euá, euá, ê
Sou de Nanã, euá, euá, euá, ê”
Nanã está na água das chuvas. Na terra molhada dos pântanos e brejos. De roxo, andando calmamente, é a materialização da sabedoria. Salubá!
4- Juçara Marçal e Kiko Dinucci – Atotô
Juçara e Kiko em registro de Marina Sapienza
Deixemos os clássicos de lado. Por hora. Juçara Marçal e Kiko Dinucci são membros do Metá Metá, mas também costumam trabalhar em dupla.
Ao lado do violão preciso do paulista de Guarulhos, Juçara canta para ‘o velho’. A faixa do disco ‘Padê’ exalta, com calmaria, Obaluaê. O senhor que cura todas as chagas com um bom banho de pipoca reina soberano.
A linha de baixo Marcelo Mainieri dialoga com o silêncio. Obaluaê não gosta de algazarra e se move lentamente. Aprecie.
5- Saudação/Abertura -Rita Benneditto
“Adorei as almas
As almas adorei”
Rita cantando o Brasil
Já ouviu ‘Tecnomacumba’? O disco é um ode à Umbanda. Uma exaltação ao orixá. O trabalho de Rita Benneditto exalta todos os elementos da religião do Brasil.
A abertura, com a velocidade de Exu, mistura funk e a fúria de guitarras para celebrar e saudar. De Exu, claro, passando por Ogum, Oxóssi, Obaluaê, Jurema, pombas giras e por aí vai. Eita Brasil plural!
Eparrey!
6- Casa Nova/Raiz – Dona Edith do Prato
Maria Bethânia (sempre ela) ao lado e Dona Edith do Prato
Ai, o Recôncavo Baiano. Terra de sangue negro, descendentes de africanos e do samba de roda. A manifestação mais baiana de todas se tornou fio condutor de Dona Edith do Prato.
Macumbeira de primeira, ela cantou o povo brasileiro. Sua fé, costumes e comidas. ‘Casa Nova/Raiz’ une o frescor da voz jovem de Mariene de Castro (sempre ela) com a sabedoria de quem já viveu o suficiente. Tem como dar errado?
Sabe o que é axé? Escute o trecho abaixo para ter uma ideia:
“Tá na beira do mar nas folhas de sultão Nos metais de ogunhê vendo raio e trovão Tá na voz mais bonita que tem graça nas mãos Por um milagre bem disse será a voz da canção”
7- Charles Ilê – Carlinhos Brown e Ilê Aiyê
Difícil escolher apenas uma música do bloco afro mais lindo do Brasil e do cantor mais talentoso de todos. Brown e Ilê, juntos na Concha Acústica de Salvador.
“Ogum onilê
Onilê Ogum”
Só pode ser coisa orixá! Com sua guitarra, todo paramentado, o filho do Candeal exalta Ogum e sua força. Ao mesmo tempo em que mostra a riqueza intelectual do Ilê ao cantar a África e as particularidades culturais de seus 54 países.
Brown oferecendo pipoca para Obaluaê
“Que realeza, Charles
Beleza negra
Negra marrin
Negra Salim
Salamaleikum, Charles
Salamaleikum
Salamaleikum”
8- Kaô – Gilberto Gil
Dizem por aí que Gilberto Gil é um orixá. Filho de Xangô, face da Justiça, o baiano caprichou ao homenagear o dono de sua cabeça.
‘Kaô’, lançada no álbum ‘Sol de Oslo’, do fim da década de 1990, é um mantra. Uma espécie de meditação. Cada toque da voz de Gil, ali, quase nua, emociona. Entra no sangue e dá a dimensão do que um orixá pode significar.
Gil como Oxalufã para o fotógrafo Daryan Dornelles
“Baobá
Obá obá obá obá Xangô
Obá obá obá obá obá Xangô
Obá obá obá obá Xangô
Obá obá obá obá obá”
9- Afoxé de Oxalá – Roberta Nistra
Sexta-feira é dia de vestir branco. Respeito ao orixá da paz e sabedoria, Oxalá. Homenageado com sensibilidade no ijexá de Luiz Antônio Simas, cantado aqui por Roberta Nistra.
Roberta Nistra também canta para Ogum
“Orun Alá
Orun yê
Alá un
Alá Orun
Alá”
10 – Obàtálá – Metá Metá
Ainda debaixo do alá de Oxalá. E talvez inspirada na tranquilidade da já citada ‘Kaô’, de Gilberto Gil, o Metá Metá deu show.
Gente que ama amar o Metá Metá
Thiago França e seu saxofone levitam de mãos dadas com as notas de ‘Obatalá’. Poucas coisas conseguem ser mais bonitas e sensíveis. Difícil não derramar uma lágrima.
Obàtálá, dizem os Yorubás, é criador do mundo, dos homens, dos animais. O ‘Rei do Pano Branco’ foi o primeiro orixá criado por Oludumare. Se delicie com a voz da talentosa Juçara Marçal e pense no colorido lindo da vida.
COMUNICADO A Associação Mindelact tem o prazer de comunicar a todos os interessados que se encontra aberto o edital para todas as companhias, grupos e artistas interessados em participar no Festival Internacional de Teatro do Mindelo MIndelact 2020, que acontecerá entre 06 e 14 de novembro, em Cabo Verde. Mais se informa que o edital se encontrará aberto até ao final do mês de abril e que todas as propostas podem ser enviadas para o mail mindelact@gmail.com Para mais informações sobre critérios de seleção podem consultar o regulamento publicado no nosso site, no link abaixo indicado: https://www.mindelact.org/regulamento Saudações Teatrais Mindelo, 14 de janeiro de 2020
por Renato Acha; Foto: Tatiana Reis. O Bloco É de Nãnan 2020 chega ao segundo ano com um convite para a valorização das raízes afro-brasileiras numa mistura de ritmos da música popular. A cantora e percussionista Nãnan Matos comanda a festa em três momentos:
Na sexta de Carnaval (21 de fevereiro) no Setor Carnavalesco Sul (SCS), às 19:30. No domingo (23) é a vez da Praça dos Prazeres (201 norte) às 20:40. O bloco ainda participa do Rejunta Meu Bulcão, no dia 22, às 19:00, no Setor Bancário Norte. Todos com entrada franca e uma participação surpresa a cada dia.
Os foliões cantam e dançam ao som do afoxé, samba-reggae e afro-brasilidades, com o toque moderno nos arranjos e releituras afro-futuristas. Serão reunidos também diversos elementos das linguagens artísticas: música, dança afro, projeção com VJ e reflexões sociais apresentadas por meio de falas e performances sonoras. Entre as músicas apresentadas no repertório, estão clássicos como e “Samba dos Ancestrais” e sucessos dos blocos Ilê Aiyê, Olodum e canções de Daniella Mercury, Margareth Menezes, Timbalada, Os Ticoãns, entre outros.
O show visa alcançar um público variado, abordando pautas latentes na sociedade como gênero, negritude, a força da mulher negra na música brasileira. “Os blocos afros e afoxés fazem do carnaval uma demonstração não só de festa e folia, mas de fé e afirmação da cultura afro dentro desse universo tão rico e próspero. Tem o objetivo de preservar a tradição de matriz africana. O batuque dos tambores, o colorido das fantasias, a dança e a alegria contagiante são as marcas dos blocos afro, que há mais de 40 anos arrastam milhares nas ruas de Salvador e do Brasil inteiro”. Conta Nãnan Matos. Bloco É de Nãnan 2020
21 de fevereiro (sexta) às 19:30 – Setor Carnavalesco Sul
22 de fevereiro (sábado) às 19:00 – Rejunta meu Bulcão (Setor Bancário Norte)
23 de fevereiro (domingo) às 20:40 – Praça dos Prazeres (201 norte)
Assista nesta sexta-feira (24/1/2020), às 14h30, ao vivo, na TV Comunitária de Brasília, pelo canal 12 na NET, site e fanpage do canal, o Programa Barba na Rua - a Rua Fala com entrevista com o Dr Rodrigo Barbosa, subsecretário de Enfrentamento às Drogas da Secretaria de Justiça (SEJUS), Darley Cesar de Jesus Cantilo, fundador da Casa Terapêutica Mar Vermelho, e o músico Davi Silva. Sob novo formato visual, graças ao projeto “Brasília Mostra Sua Cara e Cultura, que tem apoio da Secretaria de Cultura do GDF e da Câmara Legislativa, o programa vai dialogar sobre a nova política sobre as drogas, o trabalho das Casas Terapêuticas conveniados com a SEJUS e o trabalho musical de Davi.