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segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

Casal adota seis irmãos e realiza a maior adoção do Distrito Federal

O casal criou uma vaquinha online para comprar uma KIombi

 João Nogueira, 31 anos, e a ex-mulher, Thamara Cordeiro e os seus seis filhos - Reprodução/Facebook

Thamara Cordeiro, de 32 anos, e João Nogueira, de 31, fizeram história no Distrito Federal quando decidiram adotar seis irmãos inseparáveis. As crianças viviam em um abrigo ligado à Secretaria de Educação e tinham sonhavam em ir para a mesma casa.

Eduarda, de 14 anos, Eduardo, de 12, as trigêmeas Ana Clara, Maria Luiza e Mariana de 10 Yasmin de 8 anos agora tem um lar.

João e Thamara estão divorciados desde 2016, ele agora namora a assistente social Árina Cynthia, de 29 anos, que faz parte da grande família. Uma vaquinha online foi criada para que eles possam comprar uma Kombi. “Antes tínhamos uma chevrolet SPIN que cabia 7 pessoas. Mas ela foi levada depois de alguns atrasos na parcela”, contou João.

“Mas agora estamos juntos e com a esperança de conseguir o valor da Kombi”, contou ao site "Razões Para Acreditar". 
 
Fonte: Meia Hora

terça-feira, 24 de setembro de 2019

Menino vende desenhos no portão de casa para ajudar a família e comprar telas

Por Jéssica Souza
Kayque coloca seus desenhos à venda no portão de casa por R$1,50 para conseguir dinheiro para as telas e para ajudar a família.

 
No bairro Zé Pereira, periferia de Campo Grande, Kayque Alexandre Amâncio Rodrigues, 14 anos, decidiu pôr os seus desenhos à venda no portão de casa. Cada desenho autoral, feito em papel A4, ele vende por R$1,50 com o objetivo de juntar dinheiro para ajudar a família e comprar telas, contribua na vaquinha que fizemos pra ele aqui.

Kayque mora numa casa simples com os pais e com mais três irmãos mais novos. A mãe, Kelly Cristina Amancio, de 35 anos, contou que o filho sempre pede para comprar folhas, lápis de cor e tinta, mas que não tem dinheiro, já que na casa, só o pai trabalha e a mãe, que sofre de Transtorno Bipolar, recebe uma pequena aposentadoria.
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O sonho dele também é comprar um computador para fazer os seus desenhos e estudar, e de um dia, dar à família uma casa. Para ajudá-lo a realizar esses sonhos, lançamos a sua vaquinha na VOAA. Clique aqui e contribua!

“Ele é um menino muito inteligente e sempre fala que quando crescer, quer ajudar em casa”, disse a mãe.
 Kayque vende seus desenhos no portão de casa para ajudar a família e comprar telas. 
Foto: Arquivo Pessoal 
 
A venda dos desenhos

O Kayque contou que desde os 4 anos gosta de desenhar, autodidata, ele aprende as técnicas e vai aprimorando as suas obras!
 
“Eu comecei há dois dias e já consegui vender 13 desenhos. Estou juntando dinheiro para comprar telas e quero ajudar a minha família. Eu gosto muito do dragon ball e fico pegando imagens no cyber. Agora, meus três irmãos mais novos também ficam desenhando, estou incentivando-os”, afirmou.
 
  
Kayque aprendeu sozinho a desenhar. 
Foto: Arquivo Pessoal
 
  
Ele é fã de Dragon Ball e adora desenhar os personagens. 
Foto: Arquivo Pessoal

A mãe conta que o menino também está oferecendo desenhos pelo WhatsApp. “A minha filha de 10 anos já está falando por aí que será a empresária dele e até o de 6 tá desenhando. Eu não imaginava toda essa repercussão, o pessoal vindo aqui em casa, mas, estou muito feliz”, finalizou. 
 
Vamos dar uma força a esse jovem artista e sua família? Clique aqui e contribua!
 
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Postado por Jéssica Souza
Sou uma jovem jornalista piracicabana apaixonada por histórias. Meu propósito com esta profissão é ouvir às pessoas e dar voz ao que elas querem contar ou questionar para o mundo. Muito prazer!
 

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Impedida de estudar na infância, dona Duzinha aprende a ler e escrever aos 104 anos


Dona Duzinha dos Reis, de 104 anos, começou a estudar recentemente para realizar seu maior sonho: poder ler a Bíblia.

Para isso, ela participa de um projeto de alfabetização de adultos e idosos que visa reduzir a taxa de analfabetismo nos municípios do Mato Grosso. Após algumas semanas de prática, a idosa já consegue escrever o próprio nome.

Ao nascer, Dona Duzinha foi batizada como Zumira, mas com o passar do tempo, ganhou o apelido e decidiu mudar seu nome. Ela cresceu no interior mineiro, e passou a infância morando na roça. A escola não era distante, mas o pai não a deixou estudar – para ele, apenas os homens podiam frequentá-la.

Após casar, também não teve a oportunidade. “Até que tentei, mas meu marido ficou doente e acabei desistindo. O povo ia dizer que eu abandonei meu marido doente. Achei melhor ficar com ele e não estudei mais”, lembra.


Desde o final dos anos 70, quando já era idosa, Duzinha mora no Mato Grosso. Atualmente, vive em Araputanga, a cerca de 350 km de Cuiabá.

Aposentada, tem sempre a companhia dos (muitos) netos e bisnetos; uma das netas, que mora na parte dos fundos da casa, é quem cuida dela.

Duzinha ainda prepara suas próprias refeições e faz alguns serviços domésticos.
 
Aos 104 anos, Duzinha começou a estudar para realizar sonho de ler a Bíblia

Desde que mudou de nome, a idosa perdeu o contato com os familiares de Minas Gerais.

Em Araputanga, a professora Sandra Regina é a responsável por sua alfabetização, e foi quem a incentivou a se inscrever no Projeto Muxirum, que visa alfabetizar adultos e idosos do estado.

Sandra conta que conheceu Duzinha em um culto na igreja que as duas frequentavam. “Quando estava montando a turma de alfabetização, a procurei para saber se não tinha interesse em estudar e ela aceitou na hora”, lembra. “Ela quer escrever seu nome em toda aula, por isso, faço um exercício somente para ela. Outro dia, durante a aula, estava muito frio e as outras alunas estavam reclamando e queriam ir embora mais cedo. Mas ela não aceitou acabar a aula. Disse ter ido para estudar e que iria ficar até o final”, completa.

O Projeto Muxirum tem duração de 270 horas, distribuídos em seis meses, com carga horária mínima de 10 horas semanais. A ação é desenvolvida em parceria com as prefeituras municipais, igrejas, sindicatos, clubes de serviços, sindicatos rurais e outros segmentos organizados da sociedade mato-grossense.

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Fonte: JM Online/Fotos: Reprodução/JM