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quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

Menina de 13 anos mata homem a tijoladas após tentativa de estupro em Brasília/DF


Uma adolescente de 13 anos matou um homem identificado pelo nome de Antônio Soares da Silva, 52 anos, na noite desta terça-feira (28), por volta das 23h na Área de Desenvolvimento Econômico 4, ADE 4, de Águas Claras, em Brasília.

Segundo o UOL, a polícia chegou ao local do crime após denúncia de homicídio por arma de fogo e encontrou a vítima no chão, com uma pessoa tentando reanimá-la. O Corpo de Bombeiros foi acionado e constatou a morte.

A adolescente informou aos militares que agrediu Antônio com chutes e tijoladas após tentativa de estupro. De acordo com a menina, ela e a irmã andavam em via pública quando foram abordadas pelo homem.

"Ele assoviou, mostrou o pênis, correu atrás dela e tentou agredi-la", disse em depoimento.

A jovem conta que, após o ocorrido, deu uma "gravata" em Antônio e o enforcou. A vítima caiu e a declarante começou a agredi-lo com chutes na cabeça e uma tijolada.No momento em que a irmã tentou impedir as agressões, a jovem entrou em luta corporal com ela, que está grávida.

O caso é investigado pela Delegacia da Criança e do Adolescente 2. 
 
Fonte: unomidias

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Brasília sexagenária: Educação nasceu no Caseb e na Escola Parque 308 Sul

 Angelita Amarante, atual diretora da primeira instituição pública de ensino do Plano Piloto 
(foto: Mariane Silva/Esp. CB/D.A Press)

Estudos sobre o solo, planejamentos urbanísticos, compra de materiais de infraestrutura e contratação de empreiteiras. Há quem acredite que esse era o princípio da construção de uma cidade projetada para ser símbolo da transformação do país, como foi Brasília. Mas as palavras de Juscelino Kubitschek, em maio de 1960, mostraram uma outra visão. Dentro da primeira instituição de ensino da nova capital, JK afirmou que era ali o ponto de partida do moderno programa da República. Em meio ao barro de uma cidade ainda em construção, o então presidente entendeu que a educação de qualidade teria o poder de erguer a Brasília dos sonhos. Assim ganhava vida a Comissão de Administração do Sistema Educacional de Brasília (Caseb), que pensou ainda o funcionamento da Escola Parque 308 Sul. As primeiras instituições de ensino da região administrativa de Brasília são temas da sétima reportagem da série Brasília sexagenária.

A comissão tinha como objetivo definir cada detalhe do planejamento pedagógico da cidade, com a missão de instalar aqui um ensino integrado, democrático e criativo, que se preocupasse com o desenvolvimento cultural, social, físico e profissional dos alunos. Afinal, era na escola que começava a ideia de um novo Brasil. “O que a história diz é que Juscelino era um visionário e revolucionário. Para trazer uma educação de qualidade, ele fez um concurso de professores com salário e condições muito atrativos, como garantir a liberdade de ensino, oferecer vencimento quatro vezes maior do que a média, alimentação e moradia. Então, educadores de ponta foram contratados e a Caseb se transformou em escola, hoje conhecida como Centro de Ensino Fundamental (CEF) Caseb”, lembra a atual diretora, Angelita Amarante.

A primeira aula da primeira escola da cidade de Brasília ocorreu em 16 de maio de 1960, reunindo estudantes de várias partes do país. “Era a única escola públicaque tinha no Plano Piloto, então recebeu os filhos de diversos pioneiros. Tivemos filhos de senadores, deputados, secretários de Estado, candangos. Todos recebendo uma educação de qualidade”, afirma Angelita. Três dias depois, a instituição recebeu a aula inaugural, com direito à participação de JK, do ministro da Educação e Cultura, Clóvis Salgado; e do prefeito de Brasília, Israel Pinheiro. “Nenhum acontecimento é mais auspicioso para esta cidade, depois de sua fundação, do que o ato que aqui nos reúne”, afirmou Juscelino, em discurso.

Até hoje, o CEF Caseb carrega símbolos daquele dia 19. Entre eles, o piano em que a artista e professora Neusa França compôs o Hino de Brasília. Anete Vidal, 71 anos, foi aluna de Neusa e lembra com carinho os anos que passou na escola, entre 1962 e 1965. “Minha família tinha saído dos Estados Unidos e vindo a Brasília por conta do emprego do meu pai, mas não senti tanto contraste, porque o ensino do Caseb era ótimo, com professores de primeiro mundo. Eu me sentia uma criança privilegiada com aquelas aulas de música, desenho, cozinha, marcenaria”, descreve. Anete acredita que aquela pedagogia era revolucionária, moderna e necessária.
 
 Neusa França, compositora do Hino de Brasília (foto: Edílson Rodrigues/CB/D.A Press)

(foto: Mariane Silva/Esp. CB/D.A Press)

“Um colégio completo, que dava a possibilidade de entender o mundo lá fora, como indivíduo e profissional. Foi uma abertura de cabeça. Na aula de desenho, por exemplo, o professor colocava um jarro de planta na mesa, a gente quadriculava o papel e passava o desenho para lá, aprendendo noções de arte, espaço, disciplina, concentração, tudo ao mesmo tempo. Era maravilhoso!”, lembra. O contraste que Anete encontrou veio em 1964, com a ditadura militar. “Lembro-me dos professores fazendo paralisações e a polícia indo à escola, arrebentando os alambrados, atacando os ônibus que levavam os pedagogos. Foi uma agressividade muito grande que chocou as crianças. Nós éramos pequenos e vimos nossos professores sendo agredidos. Isso era muito fora do normal, porque eles eram respeitados”, diz.
Esporte para a vida

Pedro Rodrigues, 86, passou pelos melhores e mais difíceis anos da instituição. Ele viveu a integração de conteúdos e saberes na prática nos 21 anos de docência na escola. “Saí de Minas Gerais, que tinha um projeto bom de educação também, mas na capital era diferente. Meu salário aqui foi cinco vezes maior do que lá e a valorização do professor era muito grande”, conta. O aposentado deu aulas de educação física no Caseb, acompanhou construções de quadras e faz questão de se lembrar que as atividades eram pensadas de forma completa. “O ginásio foi feito às pressas, em 23 dias, com obras que duravam dia e noite. Mas a preocupação não era só o esporte. O nosso programa ensinava que a educação física educava corpo e mente. Isso era muito bom para os alunos e marcou muitas pessoas”, pontua.

A quadra recebeu nomes históricos para o esporte do país. Foi nela que Galvão Bueno, por exemplo, viveu a paixão pelo basquete. Um trecho do livro bibliográfico do narrador conta da influência do professor do Caseb nesse processo. “Pedro Rodrigues, meu técnico, foi uma das pessoas mais importantes na minha vida e na minha formação”, conta Galvão na obra. O professor aposentado morre de orgulho: “Ele foi meu orientando e um dos vários alunos que marcaram e vieram a se tornar motivo de admiração dos contemporâneos.”

Paulo César Valença (foto: Mariane Silva/Esp. CB/D.A Press)

Escola Nova

» Anísio Teixeira, educador, é referência na pedagogia nacional. Fez parte de um grupo de pedagogos que buscou modernizar o ensino no país, buscando liberdade e democratização, entre outros ideais. As pesquisas do grupo deram início ao movimento chamado de Escola Nova, que deu origem ao “Manifesto da Escola Nova”, em 1932. Entre outras realizações, estão trabalhos como a criação da Universidade do Distrito Federal, no Rio de Janeiro, em 1935, a nomeação para Conselheiro de Ensino Superior da Unesco, a direção do Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos (Inep) e participação na fundação da


Universidade de Brasília (UnB).
Caseb


» Área: 55.000 m²

» 4 quadras esportivas

» 1 ginásio, refeitório, secretaria, pátio cultural, laboratório de informática e auditório

» Ex-alunos famosos: Edward Cattete Pinheiro, Galvão Bueno, Lucélia Santos, Luiz Estevão, Nelson Piquet, Paulo Octávio, Pedro Parente, Renan Calheiros, entre outros.

Premiações

O Caseb desenvolve desde 2014 o projeto Matemática é Para Todos (MEPT), no contraturno escolar. Em 2019, cerca de 70 alunos participaram de atividades, que são voltadas à resolução de problemas em grupos colaborativos. O trabalho rendeu 16 premiações de alunos e duas de professores na Olimpíada Brasileira da Matemática em 2019. Por conta desse bom desempenho em competições, os estudantes do Caseb têm conseguido, desde de 2017, bolsas no Programa de Iniciação Científica na UnB. Em agosto de 2019, o projeto MEPT recebeu o prêmio “Práticas Inovadoras na Educação Pública do DF”, da Câmara Legislativa.

Você sabia?

Em 1969, o Caseb recebeu a visita de Edson Arantes do Nascimento, o rei Pelé, para inaugurar a ala de esportes dedicada a ele.

Escola Parque


Plano de Construções Escolares de Brasília

Previa, a cada quatro quadras, a construção de uma escola parque, destinada a atender, em dois turnos, com cerca de dois mil alunos oriundos das quatro escolas classe das quadras vizinhas. As atividades propostas orientavam para a iniciação ao trabalho, voltado a meninos e meninas de 10 a 14 anos, em pequenas oficinas de artes industriais, além da participação dirigida dos alunos de 7 a 14 anos em práticas artísticas, sociais e de recreação. Com frequência diária na escola parque, existia um regime de revezamento com o horário das escolas classe, isto é, quatro horas nas classes de educação intelectual e outras quatro nas atividades da escola parque, com intervalo para almoço.


Fonte: Museu da Educação do Distrito Federal

Estrutura

» Área 20.000m²

» 450 lugares — capacidade do teatro

» 4 quadras poliesportivas

» 2 piscinas
A lição de Anísio

Educadores e pesquisadores elogiam os planos de educação criados dentro do Caseb, nos anos 1960, por diversos motivos. Entre eles, está a interação dos estudantes com o mundo fora do limite das paredes escolares, como explica Maria Paula Vasconcelos Taunay, doutora em educação e tecnologia pela Universidade de Brasília (UnB). “O plano urbano de Lucio Costa era ousado e dava à escola pública um caráter polarizador da convivência social. Então, o planejamento elaborado por Anísio Teixeira, a pedido de JK, dialogava espaço, indivíduo e aprendizagem em um ideal de sociedade que visava oferecer à população interações e conhecimentos. Ou seja, nessa orientação, a cidade educa”, avalia. A ideia era que o espaço escolar se ampliasse à urbanidade das superquadras, permitindo conhecimentos além daqueles dos livros escolares.

Porém, a década da construção de Brasília também foi marcada pelo período obscuro da ditadura, que atacou os principais pensadores do país e impediu projetos sonhados para a capital. “Pensar em educação no Brasil é um ato revolucionário. É pilar da resistência acreditar na educação pública de qualidade. Mas esse idealismo que moveu Anísio Teixeira e outros envolvidos no projeto de educação para a sociedade brasileira fez com que eles fossem perseguidos e silenciados pela ditadura militar”, detalha Maria Paula.

Para a pesquisadora, essa descontinuidade das administrações públicas é uma das principais dificuldades na execução dos planos educacionais, mas é necessário continuar seguindo o ideal de educação pública de qualidade. “Essa é uma estrada segura para os árduos tempos em que vivemos”, avalia.
Conceito inovador para a sociedade

“Democracia é, literalmente, educação”. A frase, do educador Anísio Teixeira, está destacada em um muro da Escola Parque 308 Sul, idealizada pelo autor. Mostra como o saber é essencial para a construção de uma sociedade que luta contra a desigualdade, sendo base para as mudanças necessárias de qualquer país. A instituição nasceu em 1960, mas baseada em preceitos modernos que estavam sendo estudados em 1940, como explica Ana Lúcia de Abreu Gomes, professora da Faculdade de Educação da UnB. “Anísio Teixeira aplicou em Brasília uma experiência piloto que ele desenvolveu em Salvador, com a criação do Centro Educacional Carneiro Ribeiro. A proposta era de uma educação que oferecesse, em um turno, as disciplinas tradicionais do currículo e, no contraturno, disciplinas relacionadas às artes de uma maneira geral, à educação física e à profissionalização dos alunos”, explica. As ideias de educação integral completa eram revolucionárias para a época e não era à toa.

Naquele tempo, surgia no Distrito Federal a oportunidade de formação de um novo país. “Havia o entendimento de que na capital recém-inaugurada haveria a emergência de uma nova sociedade brasileira. A educação dos jardins de infância, das escolas classe e parque seriam a matriz desse processo”, conta Ana Lúcia. O planejamento previa a construção de uma escola parque a cada quatro quadras, com atividades que preparavam os alunos para a vida moderna, como aulas de vários segmentos da arte, recreações físicas e até oficinas industriais. Essas aulas complementavam o ensino de outras escolas, permitindo que os estudantes ampliassem os conhecimentos artísticos, físicos e sociais, além de facilitar a inserção futura no mercado de trabalho.

“Os professores tinham autonomia para organizar os planos de aula e realmente acreditavam que a educação poderia ser transformadora. Então, ofereciam encontros a esses alunos com poetas, músicos e escritores. A Escola Parque 308 Sul mobilizou a vida cultural da cidade”, narra a especialista. A arquitetura dialogava com a liberdade de as crianças descobrirem diferentes habilidades. Exemplos disso são as janelas em fita, a integração entre os planos interior e exterior dos colégios e o planejamento de áreas como biblioteca, pavilhões, quadras esportivas, piscinas e conjuntos projetados para música, teatro e exposições.

Memória afetiva


Todos os conceitos aplicados na Escola Parque, construída em 1960, são vistos no dia a dia pelos alunos e lembrados com saudades pelos egressos da instituição. Alzira Maria Lima da Silva, 59 anos, teve sorte. Estudante da instituição entre 1969 e 1975, ela não abandonou esse projeto modelo. “Costumo dizer que eu e a escola somos ligadas pelo cordão umbilical. Desde pequena sou apaixonada por ela, tanto que lembro de um dia, quando eu era criança, que subi naquele brinquedo trepa-trepa e disse para mim mesma que seria professora ali. Hoje, tenho muito orgulho de ver que consegui”, conta.

Alzira é auxiliar de direção na 308 Sul e divide com as recordações de infância o prazer do trabalho da fase adulta, ambos no mesmo local. Ela chegou à capital na década da inauguração, após o pai assumir um cargo público e se mudar com a família.

Matriculada no Centro de Ensino Fundamental 1, na 106 Sul, fazia atividades complementares na Escola Parque. “A gente aprendia a lidar com costura, madeira, pintura em porcelana, cerâmica, caligrafia. E os professores sempre fizeram toda a diferença na vida dos estudantes, porque têm como principais características serem humanos, amorosos e dedicados. Não tinha como não se apaixonar pelo ensino”, comenta Alzira.

A garota cresceu e chegou a trabalhar como secretária parlamentar, mas se lembrou do sonho de infância quando viu um concurso para a Secretaria de Educação e não pensou duas vezes. Aprovada em primeiro lugar, foi convocada em fevereiro de 2001. “Para qual escola me designaram? A Escola Parque. Ninguém imagina a emoção que senti quando pisei lá novamente, para assumir como professora. Hoje, ela consegue continuar o trabalho de aprendizado empático que recebeu quando criança. “Tem aluno que fica apavorado quando é chamado na direção, mas nós não punimos, nós acolhemos. Sempre tentamos entender os motivos dos problemas deles para resolvermos juntos.”

Palco da história

Um grupo de centenas de alunos, de diferentes estados, culturas e contextos, convivendo na mesma escola: era esse o cenário da Escola Parque da 308 Sul, em 1960, quando a instituição deu início às atividades. Mesmo assim, havia algo em comum entre todos: era difícil não gostar de ir ao colégio para aqueles estudantes. É a opinião de Maria da Conceição de Lanna, 68. “Vim de Minas Gerais e foi marcante esse contato com diferentes crianças. Tinha gente do Sul, do Nordeste, de todo lugar. Só não tinha brasiliense! A gente ia aprendendo um pouco da cultura de cada um e os professores incentivavam isso com as dinâmicas. Era uma troca muito boa”, diz a aposentada.

Maria se recorda do choque entre sair de uma cidade do interior para uma grande capital. “Era acostumada a correr pelo mato, ter quintal grande, e vim para um apartamento pequeno de uma cidade desconhecida. Mas, na Escola Parque 308 Sul, fui me adaptando bem, porque era um lugar muito verde, aberto, com espaço para correr. Acho que não tinha nem essas grades de hoje”.

Regina Maris Freitas, 67, também sente falta dessa paz e do clima leve da Brasília recém-inaugurada. “A gente era criança, mas tinha tranquilidade para ir a pé para o colégio. E, dentro da Escola Parque, o sentimento era de liberdade, porque o aprendizado era lúdico como se fosse brincadeira”, classifica.

Outra aluna da época que sente saudades da fase escolar é Dilma Cordeiro, 68. A carioca tem na memória principalmente momentos de prazer dentro da instituição. “O que me marcou positivamente foram os professores extremamente dedicados, as diferentes atividades. A gente tinha aula de teatro e cheguei a ser protagonista de um espetáculo. Para uma criança de 9 anos, isso era incrível! Era uma época do início do grande projeto de Brasília, então havia muita preocupação em colocar em prática um projeto pioneiro de educação. No meio disso, a gente via construções importantes sendo erguidas, convivia com os candangos, que vinham de todo canto. Vivemos o começo da história”, afirma. Ela lembra com clareza e tristeza quando foi instaurado o golpe militar (1964) e a educação modelo começou a perder força.

“A notícia chegou logo cedo, quando a gente estava na escola. As professoras disseram que ninguém podia sair nem entrar, uma recomendação que vinha das rádios. Foi um cenário de horror, porque as crianças ficaram muito assustadas, várias começaram a chorar, apavoradas. Nós olhamos para fora e vimos tanques de guerra passando”, detalha. Foi também durante o período ditatorial que a Escola Parque 308 Sul perdeu um dos principais idealizadores do projeto educacional. Em 1971, Anísio Teixeira foi encontrado morto. A versão oficial é de que a morte tinha ocorrido após uma queda no fosso de um elevador, mas há inconsistências na história.

Versão suspeita


O educador era reitor da UnB no ano de 1964, quando foi instaurada a ditadura militar. Após um período de exílio, ele retornou ao país e, em 1971, desapareceu e só foi encontrado dois dias depois, morto. A versão oficial aponta morte em decorrência de queda no fosso de um elevador, mas, desde o princípio, familiares e amigos perceberam inconsistências na história contada pela polícia. O escritor João Augusto de Lima Rocha produziu a obra Breve história da vida e morte de Anísio Teixeira — Desmontada a farsa da queda no fosso do elevador e conta que ele pode ter sido sequestrado durante período de campanha por uma vaga na Academia Brasileira de Letras e ter sido levado para uma instalação da Aeronáutica, no Rio de Janeiro.
 
Os desafios da Escola Parque


Há nove anos na direção da Escola Parque 308 Sul, Paulo César Valença explica que, apesar das dificuldades históricas, a instituição continua tendo como base os pensamentos pedagógicos modernos. “O que foi planejado por Anísio Teixeira enfrentou barreiras para prosperar, primeiro porque a demanda das escolas parque aumentou muito e, segundo, por causa do período do golpe militar. Mas nossa preocupação sempre foi construir o conhecimento, não que a aula seja só expositiva. A criança vai percebendo, assim, potenciais que não são reparados no dia a dia de um lugar que só preze os conhecimentos gerais”, detalha.

Para que isso seja feito, Paulo coloca como essencial a visão da criança como um ser humano de direitos. “A gente acredita que os alunos têm que encontrar, no convívio, um espaço para mediação de conflitos, para que eles possam exercer o direito de serem livres, manifestarem as impressões por meio da fala. Quanto mais cedo isso acontece, melhor para o processo educativo deles”.

O diretor se orgulha em dizer que foi esse processo que formou médicos, engenheiros, professores, artistas e diferentes brasilienses que encontraram diversos caminhos para a vida após essa base escolar. “Anísio Teixeira cumpriu a missão que tinha, propiciando uma educação de qualidade para muitas crianças e adolescentes, em Brasília e na Bahia, incluindo quem tinha menos privilégios. E nosso trabalho é continuar esse processo, que acontece até em pequenos detalhes. Desde o ‘bom dia’ que desejamos, estamos trabalhando para formar cidadãos. Falar para o aluno ‘que você tenha um fim de semana maravilhoso’ é ter cuidado com a educação dele, que acontece para a vida, não só na escola. Nosso corpo docente acredita nisso”, finaliza.

A estrutura da instituição favorece esse ensino. Na biblioteca, por exemplo, Amanda Callafange, 24, aprendeu a ter gosto pelos livros. “Cheguei a ler quase um livro por dia. Minha mãe se formou em artes visuais e começou a trabalhar lá (na Escola Parque da 308), depois virei aluna. Então, tinha esse incentivo dela de escolher as obras, levar para casa. Toda a experiência foi muito positiva, porque a gente tinha matérias diferentes da escola tradicional. Enquanto nas outras era matemática, física, na escola parque, era teatro, música, educação física”, lembra a estudante de psicologia. 
 

segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

Brasília entra em estado de emergência por risco de epidemia de dengue e febre amarela

Mosquito transmissor da dengue. FOTO: pixabay
 
O governador Ibaneis Rocha assinou decreto formalizando a situação da capital federal. Ele avalia que são necessários R$ 10 milhões extras para combater o problema e cobra ajuda do governo federal. Pelo decreto, o governo pode contratar mais pessoas, comprar insumos e fazer campanha de conscientização.

Fonte: cbn

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Bloco É de Nãnan celebra a cultura afro-brasileira em três dias de festa gratuita. (21 à 23/02)

 
 
por Renato Acha; Foto: Tatiana Reis.
O Bloco É de Nãnan 2020 chega ao segundo ano com um convite para a valorização das raízes afro-brasileiras numa mistura de ritmos da música popular. A cantora e percussionista Nãnan Matos comanda a festa em três momentos:

Na sexta de Carnaval (21 de fevereiro) no Setor Carnavalesco Sul (SCS), às 19:30. No domingo (23) é a vez da Praça dos Prazeres (201 norte) às 20:40. O bloco ainda participa do Rejunta Meu Bulcão, no dia 22, às 19:00, no Setor Bancário Norte. Todos com entrada franca e uma participação surpresa a cada dia.

Os foliões cantam e dançam ao som do afoxé, samba-reggae e afro-brasilidades, com o toque moderno nos arranjos e releituras afro-futuristas. Serão reunidos também diversos elementos das linguagens artísticas: música, dança afro, projeção com VJ e reflexões sociais apresentadas por meio de falas e performances sonoras. Entre as músicas apresentadas no repertório, estão clássicos como e “Samba dos Ancestrais” e sucessos dos blocos Ilê Aiyê, Olodum e canções de Daniella Mercury, Margareth Menezes, Timbalada, Os Ticoãns, entre outros.

O show visa alcançar um público variado, abordando pautas latentes na sociedade como gênero, negritude, a força da mulher negra na música brasileira. “Os blocos afros e afoxés fazem do carnaval uma demonstração não só de festa e folia, mas de fé e afirmação da cultura afro dentro desse universo tão rico e próspero. Tem o objetivo de preservar a tradição de matriz africana. O batuque dos tambores, o colorido das fantasias, a dança e a alegria contagiante são as marcas dos blocos afro, que há mais de 40 anos arrastam milhares nas ruas de Salvador e do Brasil inteiro”. Conta Nãnan Matos. Bloco É de Nãnan 2020
  • 21 de fevereiro (sexta) às 19:30 – Setor Carnavalesco Sul
  • 22 de fevereiro (sábado) às 19:00 – Rejunta meu Bulcão (Setor Bancário Norte)
  • 23 de fevereiro (domingo) às 20:40 – Praça dos Prazeres (201 norte)
Classificação Livre
Entrada franca.
 
Fonte: achabrasilia

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

Violência contra as mulheres cresce 50% em um ano no Distrito Federal



 
De janeiro a novembro do ano passado, os 20 juizados de violência doméstica e familiar do DF receberam 10.933 mil pedidos de medidas protetivas

Por Jéssica Eufrásio Do Correio Braziliense(foto: Editoria de arte/CB/D.A Press),

Para muita gente, chegar em casa é sinônimo de segurança e bem-estar. Para outros, porém, o próprio lar se transformou no cenário de um pesadelo. Assim é a vida das milhares de vítimas de violência doméstica no Distrito Federal. Carla Graziele, Clésia, Isa Mara, Jessyka, Jusselia e Mary Stella Maris… Além de viverem relacionamentos abusivos, todas elas entraram para a lista de mulheres assassinadas por companheiros ou ex-companheiros. No quinto dia do ano, mais uma tragédia registrada: a dona de casa Vanilma Martins tornou-se a primeira vítima de feminicídio no DF em 2019.

Os dados mais recentes da Secretaria de Segurança Pública mostraram que, de janeiro a novembro, o número de ocorrências desse crime aumentou 50% em relação ao mesmo período de 2017. Por pouco, Regina* não entrou para essa triste estatística. Ela viveu um relacionamento de 10 anos com o ex-companheiro e, em abril, após denunciar agressões físicas e ameaças de morte, conseguiu uma medida protetiva. “Ele não aceitava o término. Mudei de endereço, mas ele me procurava pela cidade. Em julho, minha filha, meu genro e minha neta estavam comigo quando meu ex invadiu a casa com uma faca e tentou me atacar. Meu genro e eu conseguimos contê-lo, mas ele cortou a mão da minha filha”, relata

O agressor ficou preso por 72 dias e, depois, passou a cumprir pena com monitoramento por tornozeleira eletrônica. Regina ficou cerca de 20 dias escondida em uma chácara nos arredores de Brasília. “Pensei em ir a alguma Casa Abrigo, mas, ao mesmo tempo, não sabia se conseguiria estar segura. Por causa do medo, decidi sair da cidade. Deixei tudo o que tinha para trás e recomecei minha vida. Mesmo assim, temo que ele me encontre de alguma forma”, confessa.

E foi justamente no ano em que houve aumento no número de casos de feminicídio e nas ocorrências ligadas à Lei Maria da Penha, que as dificuldades de atendimento especializado nas delegacias e os obstáculos para o registro dos casos somaram-se a problemas estruturais e administrativos. De janeiro a novembro do ano passado, os 20 juizados de violência doméstica e familiar contra a mulher do DF receberam 10.933 mil pedidos de medidas protetivas. Ao todo, 1.825 mil requerimentos foram indeferidos. Fora isso, há 6 mil tornozeleiras eletrônicas disponíveis para acompanhamento dos agressores, mas apenas 134 delas estão em uso, segundo dados do Centro Integrado de Monitoração Eletrônica (Cime).
Proteção

Para a defensora pública Dulcielly Nóbrega, é preciso acreditar nas mulheres para que elas não percam as esperanças nos programas oferecidos para combater esses crimes. “O mais difícil é a vítima tomar coragem e denunciar as agressões. É nosso dever, e do Estado, oferecer os melhores atendimentos e estarmos ao lado dessa pessoa. Quando ela é desacreditada, ou o juiz nega a medida protetiva, a mulher tende a entrar no ciclo da violência outra vez”, explica. A defensora acrescenta que, para o cenário mudar, são necessárias ações conjuntas, pois intervenções isoladas não atendem à “complexidade estrutural da violência sofrida pelas mulheres”.

Uma das medidas adotadas para manter sob vigilância famílias nas quais verificaram-se casos de violência doméstica foi o programa de Prevenção Orientada à Violência Doméstica (Provid). Criado em 2015, o objetivo da iniciativa é prevenir, inibir e interromper a prática desses crimes. A iniciativa abrange 21 regiões administrativas e monitora 450 famílias. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, de janeiro a setembro, ocorreram 5,5 mil visitas para atendimento de 710 lares.
Outros programas

Botão de Emergência


O dispositivo para mulheres em situação de vulnerabilidade atende vítimas que estão sob medida protetiva de urgência expedida pelas Varas de Violência Doméstica. Quando a protegida se sente ameaçada, ela aciona o aplicativo que alerta o Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob), na SSP/DF. A equipe de policiais mais próxima do local onde a mulher estiver é acionada para atendê-la

Prevenção Orientada à Violência Doméstica (Provid)

A Polícia Militar oferece policiamento especializado para atendimento de mulheres vítimas de violência. Assim, os policiais realizam visitas periódicas às famílias em que foram constatados casos de violência doméstica. O programa atende pelo telefone 998-418-140

Fonte: Secretaria de Segurança Pública e da Paz Social (SSP/DF) e Secretaria do Estado de Saúde do Distrito Federal (SES/DF)
Vulneráveis também são vítimas

As mulheres não são os únicos alvos da violência doméstica. Ao longo dos últimos quatro anos, pelo menos 60% dos crimes de estupro aconteceram contra crianças, adolescentes menores de 14 anos, idosos e deficientes. A maioria desses casos — quase 90%, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública — aconteceu nas residências das vítimas e foi provocada por parentes ou pessoas do círculo social da família, como amigos ou vizinhos.

“Começou em agosto, com ele (abusador) passando a mão nas minhas partes íntimas. Um dia, eu estava na cama, ele se deitou do meu lado e fez as mesmas coisas. Só que, desta vez, colocou o órgão para fora. Ele só não continuou, porque escutou minha mãe chegar em casa.” O relato é de Sofia*, 12 anos, abusada sexualmente pelo padrasto. A criança levou cinco meses para contar à mãe o que vivia com o covarde algoz. Com medo de não acreditarem nela, guardou tudo para si. Em meados de dezembro, ela revelou, em uma carta, o que acontecia. “Eu não podia mais ter medo dele”, completou.

A criança entregou o pedaço de papel na presença do abusador, que negou tudo. A mãe fingiu não acreditar, enquanto o suspeito arrumava as roupas em uma mala para deixar a casa. No entanto, a responsável pela menina o denunciou para a Polícia Militar. Ele foi preso em flagrante por estupro de vulnerável. A mãe, Carolina*, não se arrepende e incentiva outras vítimas e familiares: “Não podemos nos calar diante dos abusos e quem é responsável pela criança deve acreditar nela. Temos de acreditar em uma pessoa que está vulnerável, muitas vezes, o agressor está dentro do nosso convívio”, alerta.

Para a delegada adjunta Patrícia Bozolan, da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), a principal dificuldade enfrentada pelos agentes é a dúvida que a família tem sobre o depoimento da criança. “Como na maior parte das ocorrências o abusador é conhecido de todos, há um conflito familiar. Parte acredita na criança e a outra, não. Um abusador não tem cara, profissão, idade ou passagem pela polícia. Isso faz os adultos pensarem que aquela vítima está ‘fantasiando’ toda a situação”, ressaltou a delegada.
Mudanças

De janeiro a outubro, os crimes sexuais cometidos contra crianças e adolescentes corresponderam a 80% dos casos de estupro que chegaram às unidades de saúde, segundo informações da Secretaria da Promoção de Políticas para Crianças e Adolescentes. As meninas são as principais vítimas. Segundo a subsecretária da pasta, Perla Ribeiro, o problema envolve todas as classes sociais e idades. Ela ressalta que, para além da idealização de poder do adulto sobre a criança, há a sensação de que o homem tem o direito de dominar o corpo feminino.

Perla explica que, para se alcançar a prevenção desse tipo de ação, é preciso ter, sobretudo, um diálogo aberto com crianças e adolescentes. “Ao falarmos sobre o assunto, mostramos que eles têm poder de decisão sobre os próprios corpos e que nenhuma outra pessoa tem autorização para tocá-los sem que eles deixem. Além disso, precisamos estruturar as políticas públicas para tratar dessas questões”, pontua.

Os obstáculos no atendimento às vítimas de violência doméstica e de estupro de vulnerável, além da prevenção desses crimes, compõem a lista de desafios da nova gestão do Distrito Federal. De acordo com o secretário de Segurança Pública, Anderson Torres, esses serão alguns dos principais pontos trabalhados pela equipe que integrará as chefias dos órgãos de segurança. “Estamos fazendo um estudo dos índices e de tudo o que tem sido feito para reprimir e evitar os casos. Mais importante que a repressão é a prevenção. Vamos trabalhar com intensidade em cima disso”, reforçou Anderson.

*Nomes fictícios
Onde buscar ajuda

Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam)

A unidade especializada funciona 24 horas e fica na Asa Sul. Telefones: 3207-6172 e 3207-6195

Casa Abrigo

Foi criado para a proteção de mulheres vítimas de violência doméstica e familiar que corram risco de morte. O encaminhamento é feito pela Deam. A casa busca preservar a integridade física e psicológica de mulheres e dos dependentes delas (meninas de todas as idades e meninos de até 12 anos). O endereço é sigiloso

Centros de Atendimento Psicossocial para Usuários de Álcool e Outras Drogas (Caps-AD)

Atende pessoas com mais de 18 anos que façam uso abusivo de álcool e/ou outras drogas

Centros Especializados de Atendimento à Mulher (Ceams)


Atendimento multidisciplinar na área psicossocial e jurídica à mulher vítima de violência

Centros de Referência da Assistência Social (Cras)

Realiza trabalho social de caráter continuado com as famílias, no sentido de fortalecer a função protetiva, prevenir a ruptura dos vínculos, promover acesso e usufruto de direitos e contribuir com a melhoria da qualidade de vida dos integrantes

Centros de Referência Especializado de Assistência Social (Creas)

Serviço de Proteção e Atendimento Especializado às Famílias e Indivíduos (Paefi) em situação de risco pessoal e social, por violação de direitos como trabalho infantil, negligência, abandono, violências, abuso ou exploração sexual

Núcleos de Atendimento às Famílias e aos Autores de Violência Doméstica (Nafavd)

Acompanhamento psicossocial de autores e vítimas de violência doméstica contra a mulher, encaminhados pelo Sistema de Justiça (promotorias, Tribunal de Justiça)

Programa de Pesquisa, Assistência e Vigilância em Violência (PAV)

Atendimento a pessoas em situação de violência por meio de uma abordagem biopsicossocial e interdisciplinar. O programa é formado por assistentes sociais, psicólogos, enfermeiros, terapeutas ocupacionais, técnicos de enfermagem, médicos (ginecologista, pediatra e psiquiatra) e pedagogos

Fonte: geledes

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

EMPRESÁRIO DO GAMA/DF REVELA O SEU PASSADO POLÍTICO E INCITA VIOLÊNCIA NAS REDES SOCIAIS

 
 
Por Juan Ricthelly,
O direito à liberdade de expressão e opinião é consagrado na Declaração Universal dos Direitos Humanos e na Constituição Federal, resumidamente, diz que todos têm o direito de expressar livremente suas crenças, opiniões e pensamentos.
 
O advento das redes sociais potencializou esse direito, de modo que, hoje qualquer pessoa tem à sua disposição, uma quantidade vasta de ferramentas para expressar o que se pensa, seja por meio de um canal no Youtube, página no Facebook, perfil no Instagram ou até mesmo nos grupos de Whatsapp.
 
Os debates políticos das cidades, bairros, famílias e universidades, tem nesses grupos o seu espaço mais propício, são quase praças públicas virtuais, onde qualquer um pode subir num palanque, com a comodidade de estar sentado numa poltrona ou deitado na cama, sem ter que encarar a multidão e suas reações.
 
No último sábado o Governador Ibaneis Rocha, alguns deputados e burocratas do GDF, estiveram no Gama para inaugurar o início das obras na Avenida dos Pioneiros, um grupo pequeno roubou a cena com um protesto contra o aumento das passagens de ônibus, causando reações furiosas de comissionados e simpatizantes do governador.
 
Um acontecimento que poderia ser apenas mais uma manifestação, se converteu num furacão político, em razão das tentativas de agressão e hostilidade de assessores do Deputado Daniel Donizet, dos ovos apreendidos supostamente endereçados ao governador e do incomodo visível que causaram.
 
Diante disso, todo mundo acabou opinando sobre o acontecido, alguns apoiando a iniciativa, outros repudiando, mas nenhum talvez tenha sido mais incisivo ao fazê-lo quanto o empresário Alexandre Santos, também conhecido como “Geléia”.




Numa sequência infeliz de áudios, em um dos grupos políticos da cidade, expressou o seu descontentamento com o protesto na solenidade, relembrando do seu passado como apoiador político de outras gestões, onde o mesmo afirma sem nenhum pudor que desempenhava o papel de capanga determinado a reprimir opositores políticos, afirmando que se fosse na época dele “esses moleques não criavam”, incitando ainda a violência no presente sugerindo que, “tem que contratar uns capangas, uns cabra macho que não deixa esses ‘bixo’ aí se criar não”.
 
Ainda insatisfeito, expressou o seu apoio ao aumento das passagens, dizendo que “tinha que aumentar era pra R$ 6,00”, que como empresário que paga 170 vales transporte, não está preocupado com o aumento da tarifa, pois seus funcionários andam é de Uber.
 
Confira os aúdios no link a seguir: dfemfoco

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Rede Sarah abre seleção com vaga e salário alto para Brasília

 
 
A Associação das Pioneiras Sociais (APS) torna pública a realização de processo seletivo para contratação de um médico na especialidade de psiquiatria. A lotação será em Brasília na Rede Sarah de Hospitais de Reabilitação e o salário bruto é de R$ 29.879,79 para carga horária de 44 horas semanais.

Para participar da seleção, é necessária residência Médica concluída em Psiquiatria em serviços credenciados pelo Ministério da Educação (MEC) ou título de especialista em

psiquiatria, reconhecido pela Associação Médica Brasileira (AMB) e registrado no Conselho Regional de Medicina (CRM). Além de registro ativo no Conselho Regional de Medicina (CRM).

O cargo também exige seis meses de experiência profissional como médico psiquiatra, ou em cargo compatível à função e proficiência em língua inglesa. É desejável experiência no diagnóstico em psiquiatria e no tratamento de pacientes com alterações neurológicas.
 
A seleção será composta por:
  • Prova objetiva, de caráter eliminatório e classificatório, valendo 100 pontos;
  • Prova prática, de caráter eliminatório e classificatório, valendo 100 pontos;
  • Prova discursiva, de caráter classificatório, valendo 100 pontos e
  • Treinamento, de caráter eliminatório.
A prova objetiva será aplicada em 1º de março e será composta por 50 questões, sendo 40 de conhecimentos específicos e 10 de conhecimentos em língua inglesa - leitura e interpretação de texto. A prova discursiva consistirá de dua) questões sobre conhecimentos específicos da área relacionados ao exercício profissional, a serem respondidas em, no máximo, 20 linhas cada.

As inscrições podem ser feitas de 13 a 31 de janeiro, pelo site www.sarah.br. A taxa custa R$ 170.

O prazo de validade do processo é de um ano, contado a partir da data de divulgação do resultado da aprovação e classificação nas provas, podendo ser prorrogado uma única vez.

A APS é uma instituição qualificada como serviço social autônomo, pessoa jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, de interesse coletivo e de utilidade pública e encontra-se desvinculada da Administração Pública.
Conhecimentos específicos

1. Ciências Básicas. Genética clínica. Neuroanatomia. 2. Conhecimentos básicos em neurologia e clínica médica. 3. Critérios diagnósticos dos distúrbios psiquiátricos de acordo com o DSM-5. 4. Psiquiatria psicodinâmica. 5. Desenvolvimento da criança. Retardo mental. 6. Psicopatologia infantil e do adulto. 7. Dependência química. 8. Terapias: biológicas e psicossociais. 9. Psiquiatria em hospital geral e de reabilitação. 10. Emergências em psiquiatria. 11. Psiquiatria infantil, do adulto e geriátrica. 12. Métodos complementares em avaliação psiquiátrica. 13. Pesquisa em Psiquiatria. 14. Epidemiologia em Psiquiatria. 15. Código de ética médica (Resolução CFM n. 1931, de 17 de setembro 2009). II. Conhecimentos em língua inglesa - 1. Compreensão e interpretação de textos da área de psiquiatria em língua inglesa. 
 
Fonte: correioweb

DF: mulheres vítimas de violência terão dois abrigos no Plano


por Francisco,
Codhab abrirá as portas de dois apartamentos de três quartos em Brasília para acolhimento e proteção de mulheres agredidas e ameaçadas

A Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab) vai disponibilizar dois apartamentos no Plano Piloto para o acolhimento e proteção de mulheres vítimas de violência.

O órgão assinará convênio com a Polícia Civil para abrir as portas das unidades de três quartos. O objetivo da medida é ajudar no combate aos casos de feminicídios e agressões no DF.

“Essa questão da mulher é muito urgente. Muitas se sentem constrangidas de fazer a denúncia porque não têm para onde ir”, afirmou o presidente da Codhab, Wellington Luiz.


A companhia gastava dinheiro com a manutenção das unidades, sem gerar qualquer resultado. Juntos, os apartamentos geravam uma despesa de R$ 1 mil por mês para a estatal.

“Por questões judiciais, esses imóveis não podem ser vendidos para que os recursos sejam aplicados na habitação popular do GDF. Então, a Codhab resolveu disponibilizá-los para cumprir um papel social”, explicou.

As tratativas com a Polícia Civil para a disponibilização dos imóveis ao programa de proteção a mulheres vítimas de violência estão avançadas.

Confira imagens de um dos novos refúgios:



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Divulgação/Codhab
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“Nesses apartamentos a polícia terá melhores condições e monitoramento e socorro”, pontuou o presidente do órgão. A intenção da companhia é selar um termo de cessão para o uso social dos imóveis.

Para facilitar a transição, a Codhab continuará arcando com as despesas de condomínio, energia e água. “Até para que o processo seja mais célere”, arrematou.

“A gente acredita que pode abrigar um número considerável de mulheres e famílias”, comentou. Uma unidade, por exemplo, está completamente mobiliada.

Do ponto de vista de Wellington, a destinação das mulheres ficará a cargo da Delegacia Especial de Atendimento da Mulher (Deam). Por questão de segurança, os endereços foram mantidos em sigilo.
 
Fonte: metropoles

Pré-Carnaval Setor Carnavalesco Sul (SCS/DF) 2020 - convida Divinas Tetas, Aparelhinho e Calango Careta [18/01]



Chegou a hora de fazer brilhar aquele glitter que tá pregado em você desde o ano passado.

Separa o arquinho de unicórnio, a fantasia de Pequena Sereia, se enrola no pisca-pisca do Natal em pleno janeiro, que Brasília vai receber SETE (cê tem coluna pra isso?) pré-folias pra abrir os trabalhos do Carnaval 2020!

Por aqui, você compra os ingressos apenas para o evento:
Setor Carnavalesco Sul Convida Divinas Tetas, Aparelhinho e Calango Careta

Dia 18 de Janeiro às 22 horas no Corredor Central - SCS Quadra 4.



Mais infos: SCS convida Divinas Tetas, Aparelhinho e Calango Careta

quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Diversidade! Brasília terá 21 blocos LGBTs no Carnaval de 2020

por Clarice Rosa e Silva,
Em 2020, o Carnaval de Brasília promete muita folia e, mais importante, diversidade. Ao menos, 21 blocos carnavalescos LGBTs vão desfilar pela cidade no meses de janeiro e fevereiro: trazendo mais cores, novas músicas e diversão para os brasilienses. Essa é liga do Carnaval de todas as Cores.

Nos últimos anos, os blocos declaradamente LGBTs têm se destacado no Carnaval do Distrito Federal, atraindo grande fatia do público: de hétero a homossexuais. O charme das agremiçãos queer é a música, o ambiente e a maior conscientização em relação à temas como machismo e assédio. O bloco Quem Chupou, Vai Chupar Mais, por exemplo, atraiu cerca de 60 mil foliões em 2019.

Produtora do bloco Quem Chupou Vai Chupar Mais, a DJ Andie diz que a popularização de blocos voltados à comunidade LGBT têm a ver com a segurança que o público sente. “O nosso Carnaval não faz distinção de raça, gênero e idade. No nosso caso, é bem isso, uma mistura de públicos em um bloco queer e que chegou a 60 mil pessoas”. Ainda segundo ela, um dos diferenciais é a música: “Os hits do axé são cheios de batuque e tem a cara da folia”.

A mistura de públicos em clima de diversidade e respeito é também um atrativo. A lista contempla o Bloco do Amor; Bloco do Fundão; Bloco do Prazer; Bloco Elas que Lutem; Bloco LIMBO; Bloco Posudxs; Bloco Vai, que Cola; EIXÃO 44 + Festa Xena; Essa Boquinha Eu Já Beijei; Led’s Go Gay; LGBTS Folia; Montadas – O Bloco da Diversidade; Quem Chupou Vai Chupar Mais; Rainha da Folia; Rainhas do Babado; REBU; Sereias Tropicanas; Vai Com as Profanas; Vai Virado Viado; Virgens da Asa Norte; e Vou Embora com Circo. Algumas agremiações já divulgaram datas dos desfiles e outras aguardam os trâmites burocráticos (veja agenda abaixo).
Lugar de inclusão
Mesmo que aberto a todos os públicos, o blocos LGBTs cumprem a função de oferecer um espaço seguro para a comunidade curtir a folia, sem preocupação com casos de homofobia e agressão.

Como parte da comunidade LGBT, Andie coloca a segurança de estar entre iguais como a principal distinção em relação aos blocos tradicionais: “O fator segurança para o público LGBT em seu próprio território faz toda diferença e sem contar que, hoje em dia, os melhores e maiores bloquinhos de Brasília são os gays […] se sentir acolhido, protegido e que pertence àquele movimento… As gays amam (risos)”.

Diversidade! Brasília terá 21 blocos LGBTs no Carnaval de 2020
8 FOTOS
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Confira fotos do bloco Quem Chupou Vai Chupar Mais 2019Divulgação/Shake It
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Confira fotos do bloco Quem Chupou Vai Chupar Mais 2019Divulgação/Shake It
A iniciativa Carnaval de todas as Cores conta com recursos de emenda parlamentar de autoria do Deputado Distrital Fábio Félix (PSol/DF). O projeto busca formar um Carnaval brasiliense mais leve, sem assédio, seguro e colorido – sem distinguir raça, posição social ou gênero.
Agenda dos blocos LGBT de Brasília:
  • Bloco do Amor – data ainda não confirmada; último ensaio no dia 31/01/2020 às 22h
  • Bloco do Fundão – data ainda não confirmada
  • Bloco do Prazer – data ainda não confirmada
  • Bloco Elas que Lutem – data ainda não confirmada
  • Bloco LIMBO – data ainda não confirmada
  • Bloco Posudxs – data ainda não confirmada
  • Bloco Vai, que Cola – data ainda não confirmada
  • EIXÃO 44 + Festa Xena – data ainda não confirmada
  • Essa Boquinha Eu Já Beijei – Pré-Carnaval no gramado da Funarte no dia 15/02 a partir das 11h
  • Led’s Go Gay – data ainda não confirmada
  • LGBTS Folia – Nos dias 22/02/2020 a partir das 15h com concentração na Feira Permanente da Cidade Ocidental (GO) e 29/02/2020 a partir das 13h na Praça do Cine Itapuã (Gama – DF)
  • Montadas: O Bloco da Diversidade – data ainda não confirmada
  • Quem Chupou Vai Chupar Mais – Na área externa do Museu da República dia 08/02/2020 às 15h
  • Rainha da Folia – data ainda não confirmada
  • Rainhas do Babado – data ainda não confirmada
  • REBU – data ainda não confirmada
  • Sereias Tropicanas – dia 24/02/2020 a partir das 16h no Setor Comercial Sul
  • Vai Com as Profanas – data ainda não confirmada
  • Vai Virado Viado- data ainda não confirmada
  • Virgens da Asa Norte – Celebração dos 10 anos do bloco no dia 01/02/2020 na Orla da Ponte JK das 14h às 21h
  • Vou Embora com Circo – data ainda não confirmada
Fonte:metropoles

Manifestantes ocupam vias em Brasília para protestar contra reajuste nas tarifas do transporte público

Manifestantes ocuparam a via W3 Sul e o Eixo Monumental durante protesto contra o reajuste de 10% nas passagens de ônibus e metrô do Distrito Federal, na noite desta terça-feira (14). 

O grupo, formado principalmente por estudantes e integrantes do Movimento Passe Livre, se reuniu na Praça do Compromisso, na entrequadra 703/704 Sul e seguiu pela em direção à Rodoviária do Plano Piloto.

Manifestantes ocupam Eixo Monumental em protesto no DF
Manifestantes ocupam Eixo Monumental em protesto no DF

A W3 Sul ficou completamente ocupada entre as 19h05 e por volta das 19h50. Já no Eixo Monumental, todas as faixas foram interditadas pelos manifestantes por volta das 20h e continuaram fechadas por cerca de 20 minutos. 

Já na Rodoviária do Plano Piloto, os participantes do ato sentaram no chão e deram voltas pelo terminal. O protesto acabou pouco antes das 21h.

Protesto contra reajuste de passagens do transporte público no DF — Foto: Nicole Angel/G1 
 
A Polícia Militar usou spray de pimenta para conter os manifestantes no início do ato. Por conta do protesto, o trânsito em toda a região do centro de Brasília ficou engarrafado.


Protesto contra reajuste de passagens do transporte público no DF — Foto: Nicole Angel/ G1 DF
Protesto contra reajuste de passagens do transporte público no DF — Foto: Nicole Angel/G1

Protesto contra reajuste de passagens do transporte público no DF — Foto: Nicole Angel/G1  
 
O ato é contra o aumento de tarifas que começou a valer na segunda-feira (13). Com o reajuste, o preço das passagens foi firmado em:
  • Circular interna: de R$ 2,50 para R$ 2,75
  • Ligações curtas: de R$ 3,50 para R$ 3,85
  • Metrô/Longas/Integração: de R$ 5 para R$ 5,50
A medida foi criticada por passageiros e por deputados distritais. Na segunda, a Câmara Legislativa do DF enviou ofício pedindo a suspensão do reajuste ao governador Ibaneis Rocha (MDB). Os parlamentares sugeriram a apresentação de uma nova proposta em uma semana. 

O Ministério Público de Contas do DF (MPC-DF) também pediu explicações ao governo local sobre o aumento. O órgão pediu detalhes sobre os estudos que embasaram os valores das novas tarifas. 

Fonte:G1 DF.