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quarta-feira, 6 de novembro de 2019

Edital de Seleção do Mestrado em Sustentabilidade junto a Povos e Territórios Tradicionais - MESPT/UnB





terça-feira, 5 de novembro de 2019

A LUTA DE NEGROS E NEGRAS CONTRA O RACISMO NO DISTRITO FEDERAL (20/11)


O dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, é dedicado a uma reflexão da história de lutas, resistência e valorização do povo negro que sofre desde o período escravocrata com uma intensa opressão e discriminação racial.

Aqui no DF, a população é composta por 56% de negros. Na Universidade de Brasília (UnB), por exemplo, há menos de 20% de estudantes negros e negras e 2% de professores negros e negras. Nossa região é uma das 5 unidades da federação em que há mais mortes de jovens negros no país.

Valorizar a memória dessa luta reforça o contexto atual das ações pela igualdade racial. É preciso fazer uma reflexão acerca das medidas que o Estado deve tomar para a realização das reparações históricas à população negra, que após anos de escravidão

No Dia da Consciência Negra, vamos homenagear a luta de negros e negras contra o racismo no DF. A sessão solene será na Câmara Legislativa do Distrito Federal e sua presença é fundamental! Participe!

Homenagem à Luta de Negros e Negras Contra o Racismo no DF
🗒 20 de Novembro – Dia da Consciência Negra
📍Plenário da CLDF
⏰ 19h
Saiba mais e confirme participação no evento ➡ http://bit.ly/SessãoSolene20DeNovembro

UBUNTU




“Um antropólogo fez uma brincadeira com crianças de uma tribo africana. Ele colocou um cesto cheio de frutas junto a uma árvore e disse para as crianças que o primeiro que chegasse junto a árvore ganharia todas as frutas. Dado o sinal, todas as crianças saíram ao mesmo tempo e de mãos dadas! Então sentaram-se juntas para aproveitar da recompensa. Quando o antropólogo perguntou porquê elas haviam agido dessa forma, sabendo que um entre eles poderia ter todos os frutos para si, eles responderam: Ubuntu, como um de nós pode ser feliz se todos os outros estiverem tristes?
 
UBUNTU na cultura Xhosa significa: “Eu sou porque nós somos”

(Leide Sardeiro, 24 de abril - 2013)

A África arde ainda mais do que a Amazônia

Somente em Angola e no Congo há 10.000 incêndios ativos contra os 2.127 do Brasil, a maioria utilizada para atividades agrícolas e pastorais. 10% fogem do controle e são responsáveis por 90% da superfície que queima
 
Soldados do exército queniano lutam contra um incêndio em março.ANDREW RENNEISEN (GETTY)

Em plena agitação mundial pelos incêndios na bacia do Amazonas, uma imagem de satélite divulgada há alguns dias pela NASA e analisada pela Weather Source revelou que na África Central havia mais incêndios do que no Brasil. Somente em Angola e no sul da República Democrática do Congo (RDC) havia mais de 10.000 fogos ativos, contra os 2.127 do país sul-americano. Durante a reunião do G7 em Biarritz, o presidente francês, Emmanuel Macron, chegou a anunciar a possibilidade de desbloquear fundos para combater o fogo também no continente africano. De acordo com os especialistas, entretanto, não são fenômenos comparáveis. A maior parte dos incêndios na África, e isso acontece todos os anos, se deve a técnicas agrícolas ancestrais usadas pelo homem em atividades agrícolas e pastorais, são controlados e não afetam grandes massas florestais e sim pastos e terras de cultivo.
 
Imagem de satélite mostra o fogo que cruza por Angola, Zâmbia e o Congo, em 25 de agosto.NASA (Reuters)

“O uso do fogo para caçar, favorecer as melhores plantas à alimentação e à fibra, a limpeza para a agricultura e o pastoreio, facilitar as viagens e controlar as pragas é bem documentado, é tradicional e continua na atualidade em muitas parte da África”, afirma Peter Moore, especialista em gestão de incêndios do departamento de Florestas da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação). É o sistema preferido pela maior parte dos camponeses, especialmente em áreas onde têm pouca renda e a agricultura não é mecanizada, já que é mais econômico, pode acabar com certas pragas e doenças e as cinzas do matagal queimado trazem nutrientes aos futuros cultivos, ainda que a médio prazo e sem uma gestão adequada de seu alcance e intensidade aceleram a erosão do solo.

A imagem do satélite mostra que além de Angola e a RDC, Zâmbia, Moçambique e Madagascar também sofrem o mesmo fenômeno. A estimativa, entretanto, é que nove de cada dez incêndios na África não causam grandes danos, e sim mais benefícios à comunidade. Tosi Mpanu Mpanu, negociador congolês nas conferências sobre o clima das Nações Unidas, diz que “na Amazônia a floresta queima principalmente pela seca e a mudança climática. Mas na África Central isso se deve essencialmente a técnicas agrícolas”, informa a AFP.

Diante do incipiente alarme, o Governo de Angola quis se movimentar para alertar sobre as comparações entre o que acontece no país africano e o Brasil, que podem conduzir, afirma em um comunicado, “a uma dramatização da situação e à desinformação das mentes mais imprudentes”. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente angolano são fogos que os agricultores fazem todos os anos ao final da estação seca. “Nessa época do ano e em numerosas regiões de nosso país ocorrem incêndios por parte dos camponeses em fase de preparação das terras pela proximidade da estação das chuvas”, acrescenta o comunicado.

Evidentemente, também há riscos. Moore diz que, de acordo com os estudos mais recentes, todos os anos é queimada de 3% a 4% da superfície terrestre do Planeta. E ainda que a tendência seja decrescente na África (300 milhões de hectares queimados em 2016 contra 340 milhões em 2003), se trata de um dos continentes mais afetados. 10% dos incêndios, calcula-se, fogem do controle e são responsáveis por 90% da superfície que queima. “Esses são os que causam a perda de vidas, danos materiais e impacto ambiental. São incontroláveis até a mudança do clima e das condições do combustível que os faz arder. Em muitos países da África a capacidade de manejo dos incêndios não está bem desenvolvida”, acrescenta Moore. Na origem costumam estar os acidentes, falta de compreensão do risco, práticas ruins e descuidos. Em 2016 a superfície queimada foi seis vezes o tamanho de Minas Gerais.

Os coletivos defensores do Meio Ambiente alertam que essa técnica de limpeza do terreno e queima provoca um grave desmatamento e perda da biodiversidade, assim como a erosão da terra. O desmatamento é real, ainda que a causa principal não seja a queima e sim o corte. De acordo com afirmações de Mpanu Mpanu à AFP, “a cobertura vegetal da RDC passou de 67% a 54% de seu território entre 2003 e 2018”. O próprio presidente Tshisekedi mencionou a perda de árvores na bacia do rio Congo, a segunda maior massa florestal do Planeta, em seu discurso de posse. Em um país em que somente 9% da população tem acesso à eletricidade, a madeira é uma importante fonte de energia e se permite o corte artesanal, que algumas vezes esconde os interesses de empresas madeireiras.
Emissões à atmosfera

Outro aspecto dos incêndios tem a ver com suas emissões de gases nocivos à atmosfera. “Quando se usa o fogo para transformar áreas florestais em terras abertas há uma adição líquida de gases de efeito estufa à atmosfera. Combustíveis que não costumam ser queimados, como turfeiras e selvas tropicais, contribuem de maneira intensa a tais emissões”, diz Moore. Quando se queima um terreno e a vegetação se regenera com o tempo, entretanto, essas plantas os eliminam da atmosfera à medida que crescem.

A FAO propõe melhorar as habilidades das comunidades na gestão de incêndios a partir de suas próprias tradições e conhecimentos, levando em consideração o impacto positivo que tem a maioria dos fogos controlados. Ao mesmo tempo, recomenda melhorar suas capacidades para a extinção e a compreensão dos riscos. “Os incêndios florestais danosos”, como os atuais da Amazônia, “não são uma emergência sem precedentes. A combinação de políticas, planejamento e gestão defasadas criaram um contexto no qual os incêndios geram danos e perdas”, conclui Moore.

Fonte: brasil.elpais

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Praça do Setor Comercial Sul terá o nome de Marielle Franco


Espaço, próximo à Galeria dos Estados, deve passar por revitalização, com instalação de bancos e arborização

Vereadora foi assassinada em março do ano passado (foto: AFP/Carl de Souza) A Câmara Legislativa (CLDF) aprovou, nesta terça-feira (5/11), a criação da Praça Marielle Franco, no Setor Comercial Sul, em homenagem à ex-vereadora do Rio de Janeiro (RJ), assassinada em 14 de março de 2018.

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“O nome Marielle Franco tem um significado muito forte por se tratar de uma defensora dos Direitos Humanos, executada em exercício do mandato. Essa iniciativa (a criação da praça) é uma saudação à democracia”, afirma o deputado distrital Fábio Felix (PSOL), autor do projeto aprovado pela CLDF.
De acordo com o parlamentar, o espaço — próximo à Galeria dos Estados — deve passar por uma revitalização (com instalação de bancos e arborização), e entrará para uma lista de 150 locais públicos que homenageiam a ex-vereadora ao redor do mundo. “Cidades como Paris, na França, e Madri, na Espanha, possuem espaços que celebram a importância de Marielle. Então, é fundamental que a capital do país dela também tenha um local simbólico de homenagem à democracia, além de pedir justiça, especialmente, à população mais vulnerável como as comunidades negra e LGBT, grupos que Marielle representava”, diz Fábio Felix.

Fonte: correiobraziliense

O RACISMO de CADA DIA - Canal Preto



Na prática, o que você faz para ajudar no combate da discriminação racial? O Dia Internacional Contra a Discriminação Racial foi criado pela ONU - Organização das Nações Unidas - em memória a um ataque contra a população negra em Joanesburgo, na África do Sul, que deixou 186 pessoas feridas e 69 mortas. 
O massacre ocorreu em 21 de março 1960 durante um protesto pacífico contra a Lei do Passe, que obrigava os negros a portar um cartão que dizia os locais em que era permitida sua circulação. 
Pra que separar? Quem sente a discriminação diariamente - na pele - explica os impactos desse crime e também como faz para seguir em frente e fortalecer outras pessoas que passam por situações semelhantes. Quando o assunto é racismo, você combate ou você faz parte? 
Participantes: Maria Niedja, assistente social, técnica em enfermagem e modelo, Thamiris de Souza, modelo, Portela Açúcar, cantor; Márcia Short, cantora; Veko Araújo, performer, João Paulo, modelo; Cássia Vale, atriz, museóloga e escritora. 
Assista:



Fonte: Canal Preto

Livro infantil reúne brincadeiras de 20 países africanos

Gadidé, Surumba-Surumba, Chakyti-Cha, Corrida de Três, Osani, A Serpente e Nngapi são algumas das brincadeiras que aparecem neste livro cheio de diversidade 
 
Marilia Pirillo/Editora Melhoramentos
 
“Vivemos em geografias diferentes, mas estamos sentados na mesma varanda“. A frase é do escritor moçambicano Mia Couto, e diz respeito a algo que intuitivamente já sabemos, mas nem sempre nos lembramos: todos as pessoas, não importa onde esteja, têm em comum a sua humanidade, e estamos todos integrados por uma linguagem universal, o brincar.

Sensibilizar as crianças sobre isso é a proposta do recém-lançado livro infantil “Kakopi, kakopi! Brincando e jogando com as crianças de vinte países africanos” (editora Melhoramentos, 2019), escrito por Rogério Andrade Barbosa, e ilustrado por Marilia Pirillo.

A obra é uma continuação de “Ndule Ndule – Assim brincam as crianças africanas“. A partir de um mapa da África, os pequenos leitores ficam sabendo quais são as brincadeiras mais comuns por lá, e entendem como e com que as crianças africanas se divertem. Gadidé, Surumba-Surumba, Chakyti-Cha, Corrida de Três, Osani, A Serpente e Nngapi são algumas das brincadeiras que aparecem no livro. Descobrir o que elas são e como se brinca é parte da brincadeira do livro. 
 
“Kakopi, kakopi! – brincando e jogando com as crianças de 20 países africanos” Autores: Rogério Andrade Barbosa (Texto) e Marilia Pirillo (Ilustrações) Editora: Melhoramentos. 2019
 
Marilia Pirillo/Editora Melhoramentos

“Kakopi, Kakopi”, a brincadeira que intitula o livro, vem da Uganda e pode ser traduzido como “As Pernas da Galinha”

Curiosidades!

Você sabia que, em Moçambique, esconde-esconde se brinca à noite? Sabia que o povo Zulu, na África do Sul, chama o leão, poderoso senhor das savanas, de “Mbube”. Em Gana, é comum as crianças brincarem de imitar hienas, o que é motivo de boas gargalhadas. Já em Togo, uma das brincadeiras mais populares nos jardins de infância é o “Tum tum”, um jogo em que se usa um pequeno pilão para estimular a capacidade auditiva das crianças. 
 
Marilia Pirillo/Editora Melhoramentos

O jogo “Osani” é originário da República Democrática do Congo.

O autor é professor e palestrante, internacionalmente premiado por seu trabalho na literatura infantojuvenil. Especialista em cultura africana e ex-voluntário das Nações Unidas na Guiné Bissau, é autor de mais de 100 livros publicados e de diversos prêmios, incluindo o Prêmio Ori, uma homenagem a profissionais que se destacam pela valorização da matriz negra na formação cultural do Brasil.

Neste livro, ele compartilha o fruto de uma pesquisa sobre brincadeiras das crianças de diversos países da África, e reforça a universalidade do brincar na formação de identidade do sujeito. “Criança é criança em qualquer lugar. Não existe uma que não goste de se divertir por horas a fio por todos os recantos do nosso planeta. E no vasto continente africano não poderia ser diferente.

“As brincadeiras coletadas com estudantes de várias partes do continente africano por Korir e Chentai, duas crianças de uma escola queniana, foram tantas, que elas tiveram dificuldade em selecionar as mais divertidas para o trabalho que o professor havia dado para os alunos de sua turma no ano passado. Foi só agora, no primeiro semestre do novo ano letivo, que elas puderam pôr um ponto final em sua pesquisa.


“A África é imensa. E a palavra-chave para entendê-la é diversidade”, diz o autor


O livro reúne diferentes brincadeiras de países como Quênia, Angola e Marrocos. Pela diversidade que apresenta, o livro pode inspirar tanto as crianças quanto os adultos, que podem utilizar as ideias de brincar em casa e na escola, ampliando as possibilidades lúdicas da brincadeira. Confira algumas:
 
Nyama (Quênia)

Meninas e meninos, em pé e sem dar as mãos, formam uma grande roda, tendo ao centro aquele que foi escolhido para ser o líder do jogo. Ele, então, passa a gritar o nome de uma série de animais que tenham carne, enquanto o restante do grupo presta atenção para não errar na resposta. Se o líder, por exemplo, disser o nome de um bicho que tenha carne: – Javali! – as crianças imediatamente têm de saltar e gritar todas juntas: “Nyama!”
 
A serpente (Zâmbia)

As cobras, tão misteriosas, estão sempre presentes nas brincadeiras africanas. E na Zâmbia não poderia ser diferente. Para brincar, formam-se dois grupos, cada um composto por cinco crianças, sentadas no interior de um quadrado. Todas, menos a que vai à frente, seguram-se pela cintura com as pernas enganchadas, uma atrás da outra. As duas equipes, antes de o jogo começar, se posicionam em ângulos opostos do quadrado. Ao centro, fica a criança apontada para ser um antílope. A meninada, simulando o rastejar insinuante das serpentes, sai, arrastando os bumbuns, à capa do antílope.
 
Mocho (Moçambique)

Brincadeiras de esconde-esconde em Moçambique, assim como em vários países africanos, são praticadas preferencialmente à noite. A coruja, ave conhecida por sua visão noturna, é chamada pelas crianças do povo Sene de “mocho”. E esse é o nome do seguinte jogo: enquanto os pequeninos envolvidos na brincadeira ficam de costas, o que foi escolhido para ser o mocho, aproveitando-se da escuridão, procura um lugar para se esconder. Depois um breve espaço de tempo, os outros saem ao encalço da dona da noite. O primeiro a achar a coruja não avisa a sua descoberta a ninguém. O que ele ou ela faz é juntar-se ao mocho. Desse modo, os dois ficam quietinhos no esconderijo enquanto os demais continuam na busca. E, assim por diante, vão se reunindo até todos ficarem juntos.

Para saber mais sobre o livro, clique aqui.
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Resumo
O livro infantil "Kakopi, kakopi! Brincando e jogando com as crianças de vinte países africanos" , de Rogério Andrade Barbosa e Marilia Pirillo, apresenta e explica diversas brincadeiras originárias de países como Angola, Togo e Gana. 
 
Fonte: lunetas