O blog AquilombandoDFE é um espaço destinado a construção de uma ponte que estabeleça um contato direto com seus expectadores, curiosos e afins, aonde vamos literalmente "aquimlombar", trocar informações, expor trabalhos artísticos e culturais e entre outros. Trata-se de um convite a socialização de Negros e Negra do DF e Entorno, e tem como propósito de proporcionar e promover à tod@s um Ponto de Encontro Central de Negros e Negras do DF e Entorno. Sejam Tod@s Bem Vind@s!
A Ubuntu - Frente Negra de Ciência Política convida todas e todos para a exibição do filme "US", do cineasta Jordan Peele, também produtor, roteirista e diretor de "Get Out".
Após a exibição do filme, faremos a apresentação institucional do projeto de extensão e detalharemos o processo seletivo para todas e todos que estiverem interessados em integrar o projeto.
A exibição ocorrerá no auditório azul da FACE, dia 13/09, a partir das 14h. Esperamos vocês!
por Caio Coletti, A trajetória de Wilson Simonal é uma das mais conturbadas da música brasileira. O cantor fez muito sucesso nos anos 60 e 70, arrastando multidões aos seus shows, apresentando programas de TV e fundando a Simonal Produções, se tornando assim o seu próprio empresário. Tudo mudou, no entanto, quando foi acusado de colaborar com o Dops (Departamento de Ordem Política e Social), órgão do governo da ditadura militar responsável pela repressão e tortura de dissidentes políticos.
A partir daí, o cantor caiu no ostracismo, e virou personagem esquecido da música brasileira. Os altos e baixos do músico são expostos em Simonal, filme biográfico que chega hoje aos cinemas e que, ao abordar uma figura polêmica e não deixar nada de fora, lembra outro sucesso deste ano: Rocketman, longa sobre a vida e obra de Elton John.
Assim como o filme britânico contou com a colaboração do próprio John, Simonal teve os filhos do biografado, Simoninha e Max de Castro, também músicos, como produtores e compositores. Em entrevista ao UOL, a dupla e o diretor do filme, Leonardo Domingues, contaram como a produção se dividiu entre um resgate musical do legado de Simonal e uma tentativa de esclarecer a fama de delator durante a ditadura.
"Eu tenho falado com pessoas que assistem ao filme agora, mais novas, e elas me falam: 'Cara, eu não conhecia essa história, eu não sabia nada disso'. Acho que mais do que um resgate, um esclarecimento do que aconteceu, é trazer para essas pessoas uma parte da nossa história. E eu acho que o filme é muito atual, quase um alerta: 'Olha o que aconteceu com o Simonal. Estamos em um momento parecido, alguém pode ser colocado de escanteio por um fake news'", comentou Domingues.
Simoninha completa: "A mensagem é de cada um. O entendimento é de cada um. A liberdade é de cada um para levar para casa, e levar para dentro de si, o que quiser. [Há quem tenha] A vontade de entender mais a história, ou de relembrar as canções, ou de entender todas as questões políticas que aconteceram. Esse é o grande barato do cinema. É você entrar [na sala] e aquilo te transformar de algum jeito".
Leandro Hassum e Fabricio Boliveira em cena de Simonal Imagem: Divulgação/Paprica Fotografia
Do Maracanãzinho ao ostracismo
Outra semelhança entre Simonal e Rocketman é que ambos fogem do formato tradicional da biografia ao recortar um período específico na vida de seus protagonistas. No filme brasileiro, acompanhamos o Wilson Simonal de Fabrício Boliveira dos primeiros shows do Dry Boys, sua banda antes da fama, até uma última tentativa de volta aos palcos, após todo o incidente com o Dops.
No meio do caminho, o filme escolhe usar imagens de arquivo para retratar alguns dos momentos mais icônicos da carreira de Simonal, como a apresentação no Maracanãzinho, em 1969, onde o cantor foi escalado como ato de abertura para Sérgio Mendes, mas acabou se tornando estrela principal da noite.
O verdadeiro Wilson Simonal Imagem: Reprodução
"Eu já trabalhei muito com documentário, gosto disso, de experimentar com essa mistura. Foi um processo delicado. A gente experimentou muito tempo na edição", relata Domingues. "Por exemplo, o Maracanãzinho. Como a gente ia filmar aquele lugar com 30 mil pessoas? Então a gente pensou: se já tem esse material, maravilhoso, com Simonal no auge, vamos tentar combinar isso".
Em outros momentos, Boliveira encarna o cantor brasileiro com garra e carisma. Apesar de dublar a voz de Simonal nas cenas de shows, o ator chegou a fazer aula de canto, para se tornar convincente no palco. "Não dava para eu tentar cantar do jeito que o Simonal cantava naquela época, eu tinha que convencer ali, para as pessoas que estavam sentadas, me assistindo", contou.
Boliveira ainda disse que não acha que Simonal tenha um herdeiro direto na música brasileira: "O legado dele ficou em bastante gente, mas até hoje não teve ninguém que ocupou esse lugar. Ele foi o primeiro músico a abrir o seu próprio escritório, ser seu próprio empresário. Foi o primeiro apresentador de TV negro, que hoje a gente não tem. Tem algum buraco, uma falta que esse cara fez. Ele nunca vai ser substituído".
Wilson Simonal é dono de sucessos como Nem Vem Que Não Tem, Meu Limão, Meu Limoeiro e Mamãe Passou Açúcar Em Mim. A cinebiografia chega aos cinemas em oito de agosto deste ano. Assista ao trailer:
Mostra 'Herança viva' reúne imagens registradas em 40 anos de carreira do fotógrafo Januário Garcia. Também haverá sessões paralelas de cinema; entrada é gratuita. Durante 40 anos, o fotógrafo mineiro Januário Garcia dedicou o olhar às populações negras no Brasil. Ex- presidente do Instituto de Pesquisas das Culturas Negras e da Rede Brasileira de Iconografia e Documentação de Matrizes Africanas no Brasil, ele registrou centenas de imagens dos aspectos culturais, sociais, políticos e econômico dos afrodescendentes. O resultado deste trabalho é a exposição "Herança viva", que entra em cartaz nesta segunda-feira (5) no Sesc do Setor Comercial Sul, em Brasília. A mostra segue até 13 de setembro, com entrada gratuita, e exibe cerca de 50 fotografias.
Paralelamente, toda segunda e terça de agosto, o espaço promove sessões de cinema em parceria com a Fundação Cultural Palmares. Entre os filmes, há documentários e biografias que abordam a negritude brasileira, o racismo e as ações afirmativas (veja programação ao final).
Foto da exposição "Herança Viva" no módulo Cotidiano — Foto: Januário Garcia
Na cerimônia de abertura da exposição fotográfica, que começa às 19h, Januário Garcia vai mediar uma roda de conversa sobre os "31 anos de reconhecimento do Brasil Negro" com a presença de Carlos Moura – o primeiro presidente da Fundação Cultural Palmares.
O bate-papo vai abordar, em retrospectiva, a trajetória da Fundação Palmares, considerada a primeira resposta efetiva do governo à demanda do movimento negro pela criação de um órgão público que atendesse as demandas dessa população.
O atual presidente da Fundação Palmares, Vanderlei Lourenço, e representantes de comunidades quilombolas e de matriz africana também estarão presentes. A exposição será dividida em quatro módulos – cotidiano, religiosidade, festas e ativismo político – que buscam retratar aspectos da trajetória do negro e da participação dos descendentes africanos na constituição do povo brasileiro.
'Menino 23: a infância perdida' Direção: Belisário Gênero: Drama Classificação: 14 anos
'Besouro' Direção: João Daniel Tikromiroff Gênero: Drama Classificação: 14 anos
'Estamira' Direção: Marcos Prado Gênero: Documentário Classificação: 14 anos
'Simonal: ninguém sabe o duro que dei' Direção: Calvito Leal Gênero: Documentário Classificação: 14 anos Mostra 'Herança Viva', de Januário Garcia Data: 5 de agosto a 13 de setembro Horário: 6h às 21h Local: Sesc Presidente Dutra – Setor Comercial Sul, Quadra 2, Bloco C De graça
“Escola Sem Sentido” e “Eleições” problematizam o papel do ensino no Brasil contemporâneo
A programação do Cine Brasília conta com dois filmes de pegada política e a continuação de um longa que também faz pensar.
O curta de Thiago Foresti (“O Complexo, 2017), um diretor de peças sobre temas ambientais, faz incursão pelo espaço urbano em “Escola Sem Sentido”, que dramatiza a perseguição real a professores que ensinam conteúdos críticos por defensores da escola sem partido.
Na sequência, o longa “Eleições”, de Alice Riff (“Meu corpo é político, 2017), mostra como estudantes disputando a presidência de grêmio estudantil em escola de ensino médio reproduzem as contradições sociais do Brasil.
“Estou me guardando para quando o carnaval chegar” continua na sessão das 20h.
Confira fichas, sinopses, trailers e programação abaixo. “Escola Sem Sentido”
De Thiago Foresti (2019, drama/curta, Brasil, 15 minutos, livre)
Sinopse: Chicão é um professor de história apaixonado pela profissão. Quando uma estudante filma as suas aulas e mostra para os pais, a conclusão é o medo de uma suposta doutrinação ideológica. O caso ganha proporções impensadas na escola e afeta a motivação do professor com o trabalho. Enquanto isso, uma mulher misteriosa faz reflexões sobre a situação de Chicão dentro da sala de aula. Assista o trailer:
“Eleições”
De Alice Riff (2018, documentário, Brasil, 100 minutos, 12 anos)
Sinopse: É época de eleições para o grêmio estudantil. Secundaristas se organizam para a corrida eleitoral. Quatro grupos de estudantes, com opiniões e visões de mundo diferentes, criam propostas, debatem estratégias de campanha e lutam por melhorias na escola. Os conflitos e tensões entre as chapas revelam suas diferenças políticas, e a contundência da realidade cotidiana convive com a resistência do sonho, da amizade e do direito de criar caminhos para o mundo em que se acredita. Assista o trailer:
“Estou me guardando para quando o carnaval chegar”
De Marcelo Gomes (2019, documentário, Brasil, 83 minutos, 10 anos)
Sinopse: A cidade de Toritama é um microcosmo do capitalismo. A cada ano, mais de 20 milhões de jeans são produzidos em fábricas de fundo de quintal. Os moradores locais trabalham sem parar e orgulham-se de administrar o próprio tempo. Durante o Carnaval, único momento de lazer do ano, eles transgridem a lógica da acumulação de bens, vendem seus pertences e fogem para as praias atrás de felicidade. Com a Quarta-feira de Cinzas, um novo ciclo de trabalho começa. Assista o trailer:
Programação do Cine Brasília de 19 de julho a 24 de julho
19, sexta
16h- Curta: Escola sem Sentido Longa: Eleições
18h- Curta: Escola sem Sentido Longa: Eleições
20h- Estou me guardando para quando o carnaval chegar
20, sábado
16h- Curta: Escola sem Sentido Longa: Eleições
18h- Curta: Escola sem Sentido Longa: Eleições
20h- Estou me guardando para quando o carnaval chegar
21, domingo
16h- Curta: Escola sem Sentido Longa: Eleições
18h- Curta: Escola sem Sentido Longa: Eleições
20h-Estou me guardando para quando o carnaval chegar
Sem sessões nos dias 22, segunda, e 23, terça.
24, quarta 16h – Curta: Escola sem Sentido
Longa: Eleições;
18h – Curta: Escola sem Sentido Longa: Eleições;
20h – Estou me guardando para quando o carnaval chegar
Ingressos a R$ 12 (inteira); bilheteria não aceita cartões Entrequadra Sul 106/107, telefone: (61) 3244-1660