Páginas

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Mapa das Ações Afirmativas

Um mapa interativo das ações afirmativas nas universidades públicas brasileiras

Está no site do GEMAA (Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação afirmativa, do IESP-Uerj) o novo mapa das ações afirmativas nas universidades públicas federais e estaduais brasileiras. Ampliado e revisto, o mapa já incorpora as mudanças nas políticas de ação afirmativa introduzidas pela Lei 12.711, que tornou obrigatória a adoção de cotas pelas universidades federais. O usuário pode consultar informações sobre essas políticas tendo em vista região, unidade federativa, tipo de universidade, bem como o tipo de ação afirmativa e beneficiários. O mapa é um guia para acadêmicos, estudantes, candidatos ao ensino superior, jornalistas e demais interessados em políticas inclusivas no ensino superior.


Para acessar o mapa, visite o site do GEMAA:

Fonte: Us4.

Secretaria de Direitos Humanos e Unesco disponibilizam série de cadernos sobre direitos humanos


Lançada no Fórum Mundial de Direitos Humanos (10 a 12/12, em Brasília), coletânea está disponível para download, em PDF, e pode ser solicitada na versão impressa através do site da SDH
 
‘Por uma cultura de direitos humanos’ é o título da série de cadernos publicada pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) em cooperação com a UNESCO no Brasil. Lançada durante o Fórum Mundial de Direitos Humanos, realizado de 10 a 12 de dezembro, em Brasília, a coletânea apresenta 12 volumes sobre direitos reconhecidos e previstos no International Human Rights Instruments das Nações Unidas.

Os títulos podem ser baixados gratuitamente, em PDF, ou solicitados na versão impressa através do site da SDH/PR.

Os Cadernos trazem informações e reflexões sobre o direito à saúde, alimentação adequada, educação, moradia adequada, participação em assuntos públicos, à opinião e à expressão, à liberdade e segurança, a um julgamento justo, a uma vida livre de violência, e a não ser submetido a castigos cruéis, desumanos e degradantes.

Clique nos títulos e faça o download gratuito do PDF dos títulos:

Fonte: SEPPIR.

Conselho Nacional de Saúde discute racismo, preconceito e discriminação


Participantes chamaram a atenção para o racismo institucional, que vitima homens e mulheres negros que buscam serviços públicos de saúde e prioriza o perfil do homem branco urbano. A secretária de Políticas de Ações Afirmativas da SEPPIR, Ângela Nascimento, apontou avanços e desafios do Governo Federal no setor

O tema ‘A política de saúde da população negra e o enfrentamento ao racismo, preconceito e discriminação’ foi discutido na tarde desta quarta-feira, 11, durante a 252ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Saúde (CNS), em Brasília-DF.

Coordenada pela mesa diretora do CNS, a atividade foi coordenada pela secretária de Políticas de Ações Afirmativas, Ângela Nascimento, da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SPAA/SEPPIR), pela coordenadora da organização não-governamental Criola, Jurema Werneck, pela coordenadora da Comissão Intersetorial de Saúde da População Negra, Ubiraci Matildes de Jesus, e pelotitular da Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa (SGEP), do Ministério da Saúde, Odorico Monteiro.

A fala dos participantes levou em conta que o racismo institucional permeia o atendimento nos serviços de saúde, comprometendo a proposta do Sistema Único de Saúde (SUS) e o seu caráter universal. Os expositores citaram exemplos e dados de como a população negra é desfavorecida quando comparada com a população branca, como no caso dos exames de pré-natal e no número de pacientes transplantados. Lembraram ainda, que somente a desagregação dos dados pelo critério raça/cor pode dar a real dimensão do problema, chamando a atenção para a necessidade de adoção do critério na análise dos dados.

Ângela Nascimento, da SEPPIR, lembrou do discurso da presidenta da República, Dilma Rousseff, na aberta da III Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (III Conapir). Na ocasião, Dilma lançou alguns desafios para a saúde, como alocar profissionais do Programa Mais Médicos em todas as comunidades quilombolas do país até março de 2014 e a criação de uma instância específica, no Ministério da Saúde, para lidar com as questões da população negra.

“A presidenta também reconheceu o racismo e a importância da contribuição do Estado para enfrentá-lo, permitindo ao país consolidar sua democracia e níveis de crescimento”, disse.

De acordo com a secretária, há projeções para que a população negra, já maioria no país, continue aumentando e chegue a mais de 60% da totalidade nos próximos quinze ou vinte anos, gerando um desafio maior para o governo na formulação de iniciativas que contemplem tal diversidade. “Precisamos pensar como trabalhar instrumentos como a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN) para fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS), contribuindo com o seu avanço e diminuindo o custo que o racismo traz para as políticas públicas”, disse.

Ela lembrou que, em março, a SEPPIR comemorou dez anos de criação, trazendo para o Estado um novo sujeito político-institucional. “A Secretaria tem o papel de transversalizar as políticas de promoção da igualdade racial, bem como de articular e monitorar as iniciativas em curso”, disse.

PPA 2012/2015

A questão racial faz parte da agenda do PPA (2012/2015) em 25 programas e 90 ações com interface com políticas públicas de outras áreas, incluindo a saúde, disse Ângela. “Área na qual temos como objetivos centrais a redução da mobi-mortalidade materna das mulheres negras e o enfrentamento e redução da violência contra a juventude negra”, enumerou.

Ainda em parceria com o Ministério da Saúde, a SEPPIR firmou um protocolo de intenções, em 2011, dentro do Programa Igualdade Racial é Pra Valer e vem dialogando com a pasta, que já criou um comitê técnico para acompanhar o 2º Plano Operativo da PNSIPN, com vigência para o período 2013/2015, com vistas a reduzir as iniquidades de raça, entre outras metas.

Racismo institucional - Jurema Werneck fez um relato contundente de crítica ao racismo instituticional, inclusive como uma variável capaz de tirar do Sistema Único de Saúde seu caráter universal. “Ele garante condições de perpetuação de iniquidades, se associa a outros parâmetros como gênero ou classe, para produzir ou ampliar essas iniquidades e traduz escolhas institucionais atuais”, disse.

De acordo com Werneck, o racismo institucional está em todos os lugares e precisa ser visibilizado e eliminado, pois afeta no caso das políticas em saúde, processos, resultados, o acesso e utilização das mesmas. “Precisamos ter os dados desagregados por raça/cor para poder compreender a dimensão disso”, afirmou.

Como formas de enfrentamento ao racismo institucional que, segundo ela, pretere homens e mulheres negros em favor de um padrão focado no homem branco urbano, Werneck sugere a utilização do arcabouço legal existente, além da implementação de ações afirmativas, o investimento na formulação de dados e informações, monitoramento e avaliação de resultados e a qualificação para o atendimento. “O racismo é uma ideologia de aniquilamento. Como tal, precisa ser combatido diariamente. Todo dia o SUS e o CNS têm que escolher que vão se empenhar em combater o racismo institucional”, defendeu.

Jurema elogiou a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN) e disse que a ferramenta pode ajudar a mudar a lógica da universalidade do SUS que, na verdade, deixaria a maioria da população do país fora do atendimento público de saúde.

A coordenadora da Comissão Intersetorial de Saúde da População Negra, Ubiraci Matildes de Jesus, defendeu que o Brasil precisa reconhecer sua diversidade, também no momento em que presta serviços de saúde. “A saúde necessita ser uma ferramenta não para cuidar da doença, mas para promover a vida”, disse.

Ela cobrou a atuação do Programa Mais Médicos junto às comunidades quilombolas e defendeu a desagregação dos dados da saúde nos quesitos raça/cor para possibilitar que se entenda como a população negra é desfavorecida nos índices e, o consequente investimento em prevenção, como forma até mesmo de desonerar os investimentos da pasta.

SGEP – O titular da secretaria de Gestão Estratégica e Participativa (SGEP), do Ministério da Saúde, Odorico Monteiro, reforçou a importância de se discutir o tema ‘A política de saúde da população negra e o enfrentamento ao racismo, preconceito e discriminação’, no âmbito do Conselho Nacional de Saúde. “Temos muitas questões amparadas no PNSIPN e um grande esforço, bem como desafio, de colocá-lo em prática”, afirmou.

Odorico chamou a atenção para a necessidade de estados e municípios se engajarem nas políticas de promoção da saúde da população negra, dizendo que o Governo Federal tem se esforçado em deixar esse legado para as próximas gerações, mas que não pode impor nenhuma política, apenas pactuá-las com os demais entes da federação.

Ele garantiu que o Ministério da Saúde já vem atuando para enfrentar o racismo institucional, priorizando iniciativas como a atenção à saúde, promoção e vigilância; educação e estímulo à pesquisa e a formulação de conhecimento e de dados.

Instância - Quanto à criação da instância na estrutura do Ministério da Saúde para acompanhar a demanda da população negra, ele disse que o assunto está sendo amadurecido e que, certamente, o espaço será importante para o acompanhamento e monitoramento das ações, contando com interlocutores variados e controle social.

Fonte: SEPPIR.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Racismo Inverso? por Aamer Rahman


Um vídeo em bastante evidencia, principalmente nas redes sociai,s do comediante mulçulmano e negro Aamer Rahman, que com um texto bem articulado aborda o tal "Racismo Inverso" de forma inreverente e didatica. Vale muito a pena assistir, veja:


Obs: Para assistir com legendas, basta clicar no botão "legendas", no canto inferior direito, selecionar o idioma "português" e clicar em "ativo".

Fonte: Theaerogram.

Músico de Brasília toca na rua com Stevie Wonder

Isabella Formiga

Saxofonista tocou 'Garota de Ipanema' com artista em frente a confeitaria.
Stevie Wonder, que fez show na noite anterior, deu US$ 200 ao músico.

O músico americano Stevie Wonder tocou gaita na tarde deste domingo (8) com um saxofonista de Brasília em frente a uma confeitaria na Asa Sul. Stevie Wonder estava na cidade porque na noite anterior havia se apresentado no Estádio Mané Garrincha.

O músico João Filho disse que almoçava com a mulher e a filha de 5 anos em um restaurante na 205 Sul quando viu o músico americano entrar em uma confeitaria na mesma quadra. "Vi o Stevie Wonder e fiquei do lado de fora da confeitaria tocando saxofone. O segurança pediu para eu não me aproximar", disse. "Foi minha mulher quem sugeriu que eu tocasse 'Garota de Ipanema'. Ela sabia que ele gosta de música brasileira e eu estava tocando jazz", disse. Segundo o músico, a reação de Stevie Wonder foi "automática". "Depois que toquei Tom Jobim, ele ficou louco. Ele parou e pediu para a produção para ir no carro buscar a gaita dele. Aí o segurança obedeceu, né? O chefe estava mandando."


O saxofonista disse que passou 40 minutos tocando com o músico americano na calçada da confeitaria. Uma platéia se formou ao redor da dupla e o cantor tirou fotos com fãs. "Antes de ir embora, ele me chamou, chamou minha esposa e minha filha e me entregou US$ 200", disse. "Está aqui na carteira. Vou para os Estados Unidos em breve, mas vou mandar emoldurar o dinheiro".  João Filho é do Piauí e disse que é bombeiro aposentado. Atualmente, ele ganha dinheiro tocando saxofone nas ruas de Brasília. Veja o video:


Fonte: Geledes.

Ipea prorroga inscrições para bolsistas do projeto “Análise estratégica de indicadores das desigualdades raciais e de bem-estar da população negra no Brasil” até 18 de Dezembro.



Inscrições seguem até 18 de dezembro e podem ser feitas a partir do cadastro de currículo pelo link http://www.ipea.gov.br/scb/

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) prorrogou até 18 de dezembro, as inscrições para seleção de candidatos a bolsa pesquisa, no âmbito do projeto “Análise estratégica de indicadores das desigualdades raciais e de bem-estar da população negra no Brasil”. Os interessados devem cadastrar seu currículo no link: http://www.ipea.gov.br/scb/.

Convocada através da Chamada Pública 129/2013, a iniciativa integra o Termo de Cooperação Técnica firmado entre o Ipea e a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (Seppir), que tem o objetivo de aprofundar análises estatísticas sobre a temática racial.

Serão concedidas 02 (duas) bolsas, com duração prevista de 12 (doze) meses. Os resultado deverão ser divulgados a partir de 26 de dezembro de 2013 e o início da bolsa está previsto para janeiro de 2014.

A Chamada Pública 129/2013 faz parte do Subprograma de Pesquisa para o Desenvolvimento Nacional (PNPD), do Programa de Mobilização da Competência Nacional para Estudos sobre o Desenvolvimento (Promob).

O Ipea é uma fundação pública vinculada à Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, que desenvolve pesquisas e fornece suporte técnico e institucional às ações governamentais para a formulação e avaliação de políticas e programas de desenvolvimento.

Fonte: SEPPIR.

Questões para discussão


Conheçam a história de Rafael Braga Vieira, morador de rua preso nas manifestações de junho no Rio de Janeiro por portar uma vassoura e duas garrafas de plástico lacradas (uma de desinfetante Pinho Sol e uma outra de água sanitária) enquanto dormia embaixo de uma marquise no momento em que a polícia perseguia alguns dos milhares de manifestantes que foram às ruas naquele dia, 20 de junho de 2013.

Rafael foi preso com algemas nos pés (como faziam com os escravos, não sendo de hoje que fazem isso: Clique aqui!) e ficou detido por 5 meses, até ser julgado de uma forma veloz nunca vista antes no Brasil e ser condenado a 5 anos de prisão em regime fechado porque o juiz entendeu que ele representava uma ameaça à segurança pública por portar coquetel molotov, como se fosse possível fazer um com pinho sol, vassoura e água sanitária. E, para variar, setores da Mídia que talvez alguns aqui achem lindos e maravilhosos, apressaram-se em exibi-lo como se fosse uma ameaça à segurança nacional.

Mais informações acesse:
3 - (ATUALIZADO ÀS 15H:29MIN DE 15/12/2013. O LINK 2 ESTÁ FORA DO AR): http://rionarua.org/relatos/toda-delegacia-tem-um-pouco-de-navio-negreiro/

É preciso uma mobilização já! Somente compartilhar a informação não resolverá essa comédia trágica da Justiça brasileira.